Como vai funcionar o sistema antimíssil dos EUA?
O “Domo de Ouro” foi concebido para atuar em quatro estágios principais de defesa. A ideia é que o sistema detecte mísseis inimigos ainda antes do lançamento, acompanhe e, se necessário, os destrua em três fases subsequentes: logo após o disparo, durante o percurso pelo espaço aéreo e, por fim, pouco antes de atingir o alvo.
Para isso, o projeto prevê o uso de satélites e sensores avançados, além de interceptores espaciais — um recurso inédito até então na defesa dos Estados Unidos. De acordo com fontes citadas pela Associated Press, o Pentágono vem desenvolvendo três possíveis versões para o sistema: uma de custo médio, outra mais cara e uma ainda mais sofisticada, com ampliação na quantidade de satélites e sensores.
Um dos desafios será adaptar essa tecnologia para proteger todo o território americano, um espaço significativamente maior do que o defendido por sistemas similares, como o israelense. Além disso, especialistas apontam possíveis dificuldades no financiamento. O Escritório de Orçamento do Congresso estimou que os componentes espaciais do sistema podem custar até US$ 542 bilhões ao longo de 20 anos.
Atualmente, parlamentares republicanos defendem um investimento inicial de US$ 25 bilhões, incluído em um pacote de defesa de US$ 150 bilhões. Contudo, essa proposta enfrenta resistência no Congresso e pode comprometer o andamento do projeto.


