Transportes e serviços aliviam pressão sobre inflação
Por outro lado, o grupo Transportes apresentou queda de 0,38%, ajudando a segurar um pouco o avanço geral da inflação. Esse resultado foi puxado principalmente pela redução nos preços das passagens aéreas (-14,15%) e dos combustíveis (-0,45%).
Os serviços, como transporte por aplicativo, hotéis e alimentação fora de casa, também tiveram desaceleração, com alta de apenas 0,20% em abril, contra 0,62% no mês anterior. Ainda assim, nos últimos 12 meses, os serviços acumulam uma inflação de 6,03%. Esse comportamento é monitorado de perto pelo Banco Central, pois o setor de serviços costuma ter reajustes mais rígidos e duradouros.
Apesar da desaceleração em alguns setores, o cenário ainda é considerado desafiador. O mercado de trabalho aquecido e a recente valorização do dólar frente ao real são fatores que pressionam os preços, especialmente de produtos importados ou com componentes estrangeiros. Além disso, o aumento da renda real das famílias pode estimular o consumo, gerando maior demanda e, consequentemente, novos reajustes.
Para tentar controlar a inflação, o Banco Central elevou novamente a taxa básica de juros, a Selic, para 14,75% ao ano. A decisão foi tomada na última terça-feira, 6 de maio, e segundo a autoridade monetária, novos ajustes ainda podem ocorrer dependendo da evolução dos preços nos próximos meses.
A expectativa dos analistas é que a inflação termine o ano exatamente no patamar atual de 5,53%, o que ainda está acima da meta oficial. A combinação de juros altos e crescimento econômico mais lento é a principal estratégia do Banco Central para tentar reduzir a inflação nos próximos meses.
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