Apoio local e uso de fornecedores venezianos
Apesar das críticas, os organizadores afirmam que cerca de 80% dos mantimentos usados no casamento vêm de fornecedores locais. A tradicional confeitaria Rosa Salva, fundada em 1870, foi contratada para preparar 200 sacolas de doces típicos. A empresa de design Laguna B, especializada em vidro de Murano, está produzindo lembrancinhas exclusivas para os convidados.
Essas escolhas foram vistas como uma tentativa de valorizar o comércio local. A ministra do Turismo destacou que os 250 convidados geram um impacto direto na rede hoteleira, de transporte, gastronomia e eventos da cidade.
Protestos e críticas ao impacto ambiental
Ambientalistas criticaram o casamento por seu impacto sobre a cidade, que já enfrenta superlotação turística e consequências das mudanças climáticas. O bloqueio de espaços públicos e o tráfego intenso de jatinhos geraram desconforto entre moradores e comerciantes locais. Muitos consideram o evento uma “privatização” de Veneza para uma elite global.

Para responder às críticas, Bezos e Sánchez pediram aos convidados que substituam presentes por doações a instituições locais, como a Unesco, a Universidade de Veneza e a organização Corila, que trabalha com a preservação da laguna da cidade. Mesmo assim, ativistas acusaram o casal de “greenwashing” — ou seja, usar discursos ecológicos de forma superficial, sem mudanças reais de conduta.
O casamento, que já entrou para a lista dos mais caros da história, simboliza o contraste entre o luxo de bilionários e os desafios de cidades históricas como Veneza. Com festas luxuosas, protestos nas ruas e vigilância intensa, o “sim” de Bezos e Sánchez está marcado por polêmica e atenção global.















