Como começou o conflito da última semana:
13 de junho, sexta-feira
O governo israelense iniciou a “Operação Leão Ascendente” com um ataque surpresa ao centro do programa nuclear do Irã e aos seus líderes militares. As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) utilizaram 200 aviões de caça em seu ataque, com mais de 200 munições que atingiram 100 pontos no Irã, com foco em líderes militares e pessoas ligadas ao trabalho nuclear. Entre os alvos atingidos estava a estação nuclear de Natanz. Neste ataque, foram mortos o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri.
Segundo Israel, o ataque tinha como objetivo conter o avanço das pesquisas nucleares no Irã, sob suspeita de que o governo iraniano estaria desenvolvendo tecnologia para a fabricação de bombas nucleares. O governo iraniano nega as acusações e afirma que o centro faz pesquisas voltadas para a geração de energia.
Para revidar o ataque, a capital do Irã, Teerã, enviou mais de 100 drones direcionados a Israel, o que desencadeou a declaração de estado de emergência por Israel, com o fechamento de escolas, proibição de aglomerações e recomendação para que pessoas com trabalhos não essenciais fiquem em casa. O decreto vai até o fim de junho.
Após os conflitos, o espaço aéreo dos dois países e da Jordânia foi fechado, deixando 41 representantes brasileiros sem conseguir sair de Israel. Entre eles, estavam autoridades como os prefeitos de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), e de João Pessoa, Cícero Lucena (PP).
14 de junho, sábado
Israel lançou uma nova sequência de ataques aéreos ao Irã, com 150 alvos no país, utilizando mísseis e drones. Esse ataque sofreu uma intervenção do governo dos Estados Unidos, que confirmou ter usado seu poder militar para bloquear a ofensiva iraniana. Em resposta, o governo do Irã ameaçou atingir interesses dos Estados Unidos, Reino Unido e França, caso os países continuem impedindo suas retaliações.
Mais tarde, Teerã enviou uma nova ofensiva, com uma “chuva de mísseis” contra Israel, atingindo diversos alvos militares, incluindo Jerusalém e Tel Aviv, além de prédios habitados por civis.
15 de junho, domingo
Na madrugada de sábado para domingo, Israel revidou o ataque afirmando ter atingido a sede do Ministério da Defesa iraniano. Após essa ação, os Houthis – grupo político e religioso armado que defende a minoria muçulmana xiita do Iêmen, os Zaidis –, aliados dos iranianos, afirmaram ter atacado Jaffa, no centro de Israel, em coordenação com o Irã.
Israel respondeu com uma nova ofensiva em Teerã, com alvos na cidade e em centros militares. Após essa sequência de ataques, Israel confirmou a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Kazemi, seu vice, general Hassan Mohaqiq, e o general Mohsen Baqeri.
Neste mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu país poderia se envolver no conflito, afirmando que ainda não havia feito isso, sem confirmar um prazo para essa entrada.
Apesar da declaração, segundo oficiais dos EUA à Reuters, Trump teria vetado um plano de Israel para assassinar o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. De acordo com os relatos, autoridades norte-americanas têm mantido contato frequente com o governo israelense em relação ao Irã. Os israelenses afirmaram ter identificado uma oportunidade de eliminar Khamenei, mas Trump interveio e impediu a execução do plano.
16 de junho, segunda-feira
Em nova ofensiva, Israel afirmou ter destruído lançadores de mísseis iranianos, enquanto o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou controlar o espaço aéreo do Irã. Mais tarde, no mesmo dia, as Forças de Defesa de Israel identificaram novos mísseis no norte de seu território, vindos do Irã.
17 de junho, terça-feira
A União Europeia realizou uma reunião de emergência com os ministros das Relações Exteriores dos 27 países do bloco para discutir o conflito entre Israel e Irã. Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado o quartel-general do Mossad em Tel Aviv, alegando ter incendiado o centro de operações da agência e um complexo de inteligência militar.
Israel voltou a bombardear o Irã, atingindo doze bases de mísseis iranianos e matando o chefe do Estado-Maior do Irã para Tempos de Guerra, Ali Shadmani. Em meio à escalada de tensões, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antecipou sua saída da cúpula do G7 no Canadá e decidiu voltar para Washington.
18 de junho, quarta-feira
Os políticos brasileiros começaram a retornar em segurança após o fechamento do espaço aéreo na região onde estão localizados Israel e Irã. O Irã voltou a fazer ofensivas contra Israel, que revidou, atingindo duas fábricas que produzem centrífugas para enriquecimento de urânio na capital Teerã e na cidade vizinha, Karaj.
O Papa Leão XIV se pronunciou pedindo que o mundo não se acostume com as guerras e, recitando seu antecessor, o Papa Francisco, afirmou que “a guerra é sempre uma derrota”.
19 de junho, quinta-feira
Os líderes do G7 — grupo de países formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos — assinaram uma declaração conjunta pedindo a redução da tensão entre Israel e Irã. O representante dos Estados Unidos não assinou o documento, já que Donald Trump deixou o encontro antes do previsto.
Uma das grandes preocupações é o fechamento do Estreito de Ormuz, canal por onde passa cerca de um quinto do petróleo utilizado no mundo.
Um hospital israelense foi atingido por um míssil lançado pelo Irã na cidade de Beersheba, no sul de Israel. O Irã afirmou que o verdadeiro alvo eram bases militares próximas e que o hospital foi atingido por uma “onda de choque” do míssil. Israel revidou o ataque.
20 de junho, sexta-feira
Israel afirmou que intensificaria o ataque ao Irã, com foco em “símbolos do regime” do aiatolá Ali Khamenei. Nesta mesma data, os ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, França e Alemanha se reuniram com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, para buscar uma solução diplomática para o conflito.
O Irã retomou seu ataque, atingindo o prédio do governo israelense em Haifa, cidade portuária no norte de Israel. Também foram ouvidas explosões sobre a capital israelense, Tel Aviv, e Jerusalém. Israel também afirmou que uma mesquita foi atingida pelo ataque iraniano. Em Teerã, forças israelenses atacaram instalações usadas para fabricar mísseis e um centro de pesquisa do programa nuclear iraniano, segundo Israel.
Milhares de iranianos foram às ruas em Teerã para protestar contra as ofensivas de Israel. Já o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de emergência sobre o conflito.
21 de junho, sábado
Donald Trump conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre os conflitos no Oriente Médio. Israel iniciou um novo ataque ao Irã, matando três comandantes da Guarda Revolucionária Iraniana. O ataque também atingiu bases de mísseis iranianos e as instalações nucleares de Isfahan. O Irã revidou com drones e mísseis que atingiram prédios israelenses.
Já à noite, Trump anunciou ter realizado um ataque aéreo com superbombas contra os complexos de Fordow, Natanz e Isfahan, três das principais instalações nucleares do Irã.
22 de junho, domingo
Após o ataque dos Estados Unidos, Israel fechou seu espaço aéreo, a Rússia repudiou o ocorrido, e o chanceler do Irã afirmou que os EUA haviam “cruzado uma linha vermelha”. O parlamento iraniano fechou o Estreito de Ormuz após a ofensiva americana.
O governo brasileiro também condenou os ataques dos Estados Unidos ao Irã, mantendo seu posicionamento de busca por uma solução diplomática. Israel continuou as operações militares no Irã após o ataque americano. O Conselho da ONU se reuniu neste domingo, após bombardeios a instalações nucleares iranianas


