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Menos brasileiros acham que a economia piorou, diz pesquisa

Uma nova pesquisa feita pelo instituto Datafolha nos dias 10 e 11 de junho de 2025 mostrou que caiu o número de brasileiros que acham que a economia do país está piorando. Isso pode indicar que, mesmo com dificuldades, a população começa a sentir uma pequena melhora ou, pelo menos, menos piora nas condições econômicas do país.

De acordo com os dados, 47% dos entrevistados disseram que a economia do Brasil piorou nos últimos meses. Esse número era de 55% na pesquisa anterior, feita em abril. Ou seja, 8 em cada 100 brasileiros deixaram de achar que a situação econômica do país piorou.

Pesquisa aponta que brasileiros estão mais otimistas com a economia
Seguindo a pesquisa Datafolha, 59% dos entrevistados acreditam que a inflação vai subir | Foto: Reprodução / Canva

Esse resultado é parecido com o registrado em dezembro de 2024, quando também era de 47%. A quantidade de pessoas que disseram que a economia melhorou subiu ligeiramente, de 21% para 22%. E o número de pessoas que acham que a situação está igual aumentou de 23% para 28%.

Esses números são importantes porque mostram uma mudança de humor da população. A avaliação ruim ainda é alta, mas está diminuindo. Isso pode estar relacionado à divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre cresceu 1,4%. O PIB é o valor de tudo o que o país produz em um período, e esse crescimento foi puxado principalmente pela agricultura, com destaque para a soja, o milho e o café.

A situação no bolso das pessoas ainda pesa

Apesar da leve melhora na visão sobre a economia do país, quando a pergunta é sobre a situação financeira pessoal, os números mostram que muitos brasileiros ainda sentem dificuldades. Segundo o Datafolha, 38% das pessoas disseram que sua situação financeira está estável, ou seja, nem melhorou, nem piorou. Outros 33% afirmaram que a vida financeira piorou. E 28% disseram que melhorou. Esses números são quase iguais aos de abril.

A percepção sobre o país melhorou um pouco, mas no dia a dia da população ainda há muito aperto. Por isso, mesmo que o país esteja crescendo nos números oficiais, a melhora ainda não chegou com força no bolso das pessoas.

A pesquisa mostra também que quem mais sente que a economia piorou são pessoas com ensino superior (57%), jovens entre 25 e 34 anos (55%), quem mora na região Sul (57%) e quem ganha mais de 5 salários mínimos. Já as pessoas com ensino fundamental e quem mora no Nordeste têm uma visão menos negativa.

Sobre o futuro, os brasileiros estão divididos: 32% acham que a economia vai melhorar, 33% acham que vai piorar, e 31% acreditam que vai continuar como está. Isso mostra que, apesar de ainda haver muito pessimismo, ele não está mais crescendo como antes. Há um equilíbrio entre quem espera melhora e quem teme piora.

Inflação e desemprego ainda preocupam

Outro ponto da pesquisa foi sobre a expectativa da população em relação à inflação e ao desemprego. A inflação, que é o aumento dos preços, ainda é uma grande preocupação. 59% dos entrevistados acham que ela vai subir. Em abril, esse número era de 62%, e em dezembro era 67%. Ou seja, menos pessoas acreditam que os preços vão continuar subindo, mas o número ainda é alto.

Apenas 12% acham que a inflação vai cair nos próximos meses. Outros 24% acham que vai ficar igual. O preço dos alimentos, principalmente, pesa no orçamento das famílias, e muitos brasileiros ainda sentem dificuldade de fazer a feira ou encher o carrinho no supermercado.

Sobre o desemprego, 42% acham que vai aumentar, 33% acham que vai ficar igual, e 22% acreditam que vai diminuir. O desemprego é uma das maiores preocupações da população porque, sem trabalho, fica muito mais difícil lidar com a alta dos preços e manter as contas em dia.

Apesar do crescimento da economia puxado pelo agronegócio, esse setor emprega menos pessoas do que a indústria e os serviços. Além disso, o crescimento no campo nem sempre significa comida mais barata para quem vive na cidade. Muitos produtos são exportados para outros países, o que faz com que o preço interno continue alto.

Em resumo, o Datafolha mostra que o pessimismo sobre a economia está diminuindo, mas a população ainda enfrenta muitas dificuldades. A esperança de dias melhores existe, mas ela precisa chegar ao dia a dia das pessoas: no salário, no emprego e no preço da comida. Até lá, a melhora ainda será sentida mais nos números do que na vida real.

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