IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

China adia decisão e Brasil ganha fôlego na exportação de carne

Por

·

A China decidiu adiar por três meses a conclusão de uma investigação sobre a importação de carne bovina. A medida, anunciada nesta semana, é vista como positiva para o Brasil, maior fornecedor da proteína para o país asiático. O adiamento reduz, pelo menos por enquanto, o risco de novas barreiras comerciais que poderiam prejudicar as exportações brasileiras.

O Ministério do Comércio da China informou que a investigação antidumping, que analisa possíveis práticas desleais de comércio na venda de carne bovina por países como Brasil, Argentina, Austrália e Estados Unidos, foi estendida até o dia 26 de novembro de 2025. O processo estava previsto para terminar em agosto deste ano, mas o governo chinês alegou que precisa de mais tempo para analisar os dados e documentos recebidos.

China adia investigação e favorece exportação de carne brasileira
Com a extensão do prazo, o Brasil continua podendo vender carne para a China sem alterações nas regras atuais | Foto: Reprodução / Canva

Esse adiamento representa uma trégua temporária para os exportadores brasileiros. Isso porque uma eventual punição, como a imposição de tarifas extras ou limites na quantidade de carne que pode ser vendida, poderia trazer sérios prejuízos ao setor pecuário nacional.

A decisão chega em um momento em que as exportações de carne bovina do Brasil para a China estão em alta. De acordo com dados do setor, somente no primeiro semestre de 2025, os embarques brasileiros de carne para o país asiático cresceram 13,4%, alcançando cerca de US$ 3,2 bilhões em receita. Em volume, o Brasil exportou aproximadamente 800 mil toneladas no período.

Ao longo de 2024, o Brasil enviou 1,3 milhão de toneladas de carne bovina à China, o que corresponde a cerca de 10% do consumo total do país asiático. Esses números mostram a importância do mercado chinês para a pecuária brasileira, que depende fortemente das vendas externas para manter a renda dos produtores e o funcionamento dos frigoríficos.

Outro ponto importante é que a infraestrutura de exportação também vem se fortalecendo. Um exemplo é o crescimento dos embarques pelo Porto de Paranaguá, no Paraná. Entre janeiro e junho de 2025, o terminal registrou um aumento de 48% no volume de carne bovina exportada, comparado ao mesmo período do ano anterior. A melhora nas condições logísticas ajuda a tornar o Brasil mais competitivo no mercado internacional.

Além da China, o Brasil exporta carne bovina para mais de 100 países. No entanto, o mercado chinês é, de longe, o principal destino da proteína brasileira. Por isso, qualquer mudança nas regras ou barreiras impostas por Pequim tem grande impacto no setor.

Continuar lendo

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade