R$ 46 bilhões em movimentações suspeitas
Em apenas quatro anos uma única fintech movimentou mais de R$ 46 bilhões em operações ligadas a facções criminosas. O levantamento também revelou a existência de 11 mil depósitos em espécie, um dos sinais clássicos de tentativa de ocultar a origem ilícita de recursos.
Mas o que mais chamou atenção dos investigadores foi a diversificação dos ativos controlados pelo grupo. Além de ao menos 40 fundos de investimento com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, a facção possuía um terminal portuário, quatro usinas de etanol, aproximadamente 1.600 caminhões e mais de 100 imóveis espalhados pelo país.
Essa estrutura operava em três frentes integradas: a produção irregular de combustíveis, sua distribuição por meio de postos e lojas de conveniência e, por fim, o processo de lavagem dos recursos via fundos de investimento, fintechs e aquisição de imóveis.


