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Operação Carbono Oculto: nova fase da investigação expõe dimensão sistêmica da lavagem de dinheiro

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R$ 46 bilhões em movimentações suspeitas

Em apenas quatro anos uma única fintech movimentou mais de R$ 46 bilhões em operações ligadas a facções criminosas. O levantamento também revelou a existência de 11 mil depósitos em espécie, um dos sinais clássicos de tentativa de ocultar a origem ilícita de recursos.

Mas o que mais chamou atenção dos investigadores foi a diversificação dos ativos controlados pelo grupo. Além de ao menos 40 fundos de investimento com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, a facção possuía um terminal portuário, quatro usinas de etanol, aproximadamente 1.600 caminhões e mais de 100 imóveis espalhados pelo país.

Essa estrutura operava em três frentes integradas: a produção irregular de combustíveis, sua distribuição por meio de postos e lojas de conveniência e, por fim, o processo de lavagem dos recursos via fundos de investimento, fintechs e aquisição de imóveis.

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Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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