Nos últimos anos, o impacto das mídias sociais sobre o bem-estar tem sido cada vez mais discutido no cenário internacional. O Relatório Mundial da Felicidade de 2026, publicado pela ONU em parceria com o Gallup, trará esse tema como seu foco principal, analisando especialmente os efeitos negativos da hiperconectividade entre os jovens dos países industrializados ocidentais.
Essa discussão reforça a necessidade de olharmos também para fenômenos mais sutis, como o dry texting — o hábito de responder mensagens com frases curtas, emojis ou monossílabos, sem esforço para manter o diálogo. Embora pareça uma mera questão de estilo de comunicação, seu impacto nas relações afetivas, familiares e profissionais é significativo, evidenciando um distanciamento crescente entre as pessoas.
Segundo pesquisa do Pew Research Center, esse estilo de comunicação é o formato preferido por jovens de 18 a 24 anos em conversas informais. O problema é que, em certos contextos — como relações afetivas, familiares ou profissionais —, esse tipo de resposta pode soar como desinteresse, afastamento ou até um sinal de cansaço emocional.



