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Focus: mercado reduz estimativa de inflação em 2025 a 2027

Nesta segunda-feira, 1º de setembro, o Banco Central (BC) divulgou o Boletim Focus. A pesquisa, feita com mais de 100 instituições financeiras, mostra que a estimativa de inflação para 2025 caiu pela décima quarta semana consecutiva.

As projeções para 2026 e 2027 também recuaram. Em paralelo, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) teve leve alta nas estimativas. Os dados envolvem reajustes em taxas de câmbio e juros, com referências claras às fontes.

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Boletim Focus do Banco Central mostra queda da inflação projetada para 2025, de 4,86% para 4,85%, enquanto a estimativa do PIB subiu de 2,18% para 2,19% | Foto: Reprodução/Canva
Boletim Focus do Banco Central mostra queda da inflação projetada para 2025, de 4,86% para 4,85%, enquanto a estimativa do PIB subiu de 2,18% para 2,19% | Foto: Reprodução/Canva

Focus registra queda contínua da inflação projetada

Para 2025, a expectativa de inflação recuou de 4,86% para 4,85% ao ano, marcando a décima quarta revisão seguida para baixo. Para 2026, a projeção caiu de 4,33% para 4,31%; e para 2027, de 3,97% para 3,94%. A expectativa para 2028 permaneceu estável em 3,80%.

O mercado financeiro elevou a estimativa de crescimento do PIB para 2025, de 2,18% para 2,19%. Para 2026, a revisão foi de 1,86% para 1,87%. A previsão para 2027 subiu de 1,87% para 1,89%, enquanto a de 2028 permaneceu em 2,0%.

A taxa básica de juros (Selic) deverá encerrar 2025 em 15% ao ano, segundo a mediana das projeções. Para o final de 2026, a previsão é de 12,50% ao ano. Para o fechamento de 2027, está mantida em 10,50% ao ano.

Dólar com leve queda nas projeções

A projeção para a taxa de câmbio caiu de R$ 5,59 para R$ 5,56 em 2025. Para 2026 e 2027 veio uma leve redução para R$ 5,62. A previsão para 2028 permaneceu em R$ 5,60.

Em relação à balança comercial, o mercado manteve a expectativa de superávit de US$ 65 bilhões para 2025. Para 2026, o saldo positivo projetado seguiu em US$ 68,7 bilhões. Estimativas de investimento estrangeiro direto ficaram em US$ 70 bilhões para 2025 e 2026, sem alterações.

Tabela com principais projeções do mercado

Indicador2025202620272028
Inflação (IPCA)4,85%4,31%3,94%3,80%
PIB2,19%1,87%1,89%2,00%
Selic (juros)15% a.a.12,50% a.a.10,50% a.a.
Dólar (R$)5,565,625,625,60
Balança comercial (US$ bilhões)6568,7
Investimento estrangeiro (US$ bilhões)7070

Fontes: Boletim Focus, com consolidação de dados da Exame e MoneyTimes.

Contexto do regime de metas de inflação

Desde o início de 2025, o Brasil opera sob o sistema de metas contínuas para inflação. A meta central é de 3% ao ano, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. O IPCA acumulado em 12 meses até junho ultrapassou o teto de 4,5%, mantendo-se acima por seis meses, o que exigiu o envio de carta pública pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao ministro da Fazenda, explicando os motivos — citando atividade econômica aquecida, variação cambial, custo da energia elétrica e eventos climáticos adversos.

Implicações para o cenário financeiro e monetário

A sequência de revisões para baixo nas expectativas de inflação reflete sinais de arrefecimento das pressões de preços, mas os valores previstos ainda se situam acima do teto da meta para 2025.

A leve alta nas projeções de PIB sugere alguma melhora nas perspectivas de crescimento econômico, embora em ritmo moderado. Juros elevados mantém-se como principal de controle inflacionário. A estabilidade esperada nas projeções de câmbio e investimento externo ajuda a reduzir incertezas para agentes econômicos.

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