Aproveitamento e impacto econômico
Um ponto importante divulgado pela ANP está no aproveitamento do gás natural. Em julho, 97,1% do gás extraído foi utilizado de alguma forma, enquanto menos de 3% foi queimado diretamente na atmosfera, prática conhecida como “flare”. Mais da metade (54%) foi reinjetada nos poços para auxiliar na extração de petróleo, 33% foram destinados ao mercado consumidor e 10% serviram como fonte de energia para as próprias plataformas.
O resultado de julho também ajuda a dimensionar o peso econômico da atividade. Considerando o câmbio médio de R$ 5,60 por dólar e o preço do barril em torno de US$ 83 em agosto, cada barril equivale a aproximadamente R$ 465. Apenas a produção de petróleo no mês, próxima de 4 milhões de barris por dia, representaria valor bruto acima de R$ 1,8 bilhão por dia, sem descontar custos e despesas operacionais.
A tendência é que o setor siga em crescimento nos próximos anos, já que novas plataformas estão previstas para entrar em operação. Ao mesmo tempo, cresce o debate sobre o equilíbrio entre a exploração de petróleo, importante para a economia, e os investimentos em fontes de energia menos poluentes, fundamentais para a redução das emissões e para a transição energética global.


