A conta de luz ficará mais cara para quase dois milhões de moradores do Rio Grande do Sul a partir do dia 22 de novembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste que chega a 21,76% para os clientes residenciais atendidos pela CEEE-D, distribuidora responsável por grande parte do estado.
O efeito médio para o público doméstico será de 19,53%, mas cada faixa de consumo sentirá o impacto de maneira diferente. No caso das unidades ligadas à baixa tensão, usadas por casas e pequenos estabelecimentos, o aumento médio será de 21,82%. Para consumidores conectados à alta tensão, como indústrias e empresas de maior porte, a alta ficará em 12,36%.

Entram nesse cálculo despesas de manutenção, transporte da energia e aquisição do produto pelas distribuidoras, além de encargos do setor e tributos que sustentam políticas públicas.
Como esses itens são repassados diretamente para a fatura, acabam pesando no orçamento das famílias. A agência também destacou que a situação do Rio Grande do Sul em 2024, marcada por eventos climáticos severos, elevou a necessidade de investimentos emergenciais, o que influenciou o ajuste aprovado.
A CEEE Equatorial, responsável pela operação da CEEE-D, afirmou que parte dos reajustes previstos para o ano não foi aplicada em razão dos danos provocados pelas enchentes e da dificuldade financeira de grande parte da população. Conforme a empresa, 7,32% ficaram represados e só começarão a ser incorporados a partir de 2026, de forma gradual, para evitar que o consumidor enfrente um aumento ainda mais pesado em um momento de reconstrução.


