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Startup brasileira vence prêmio Earthshot Prize, de R$ 7 milhões, entregue pelo príncipe William no RJ

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O Brasil ganhou destaque mundial com a vitória da re.green, empresa que recupera áreas degradadas, no Earthshot Prize 2025, criado pelo príncipe William, do Reino Unido. A cerimônia aconteceu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e marcou a primeira edição do evento realizada na América Latina. Cada selecionado recebeu 1 milhão de libras (cerca de R$ 7 milhões) para ampliar ações de combate à crise climática.

Startup brasileira vence Earthshot Prize
O Earthshot é considerado o “Oscar do meio ambiente” | Foto: Reprodução / X / The Prince and Princess of Wales

Desde 2020, premia iniciativas que apresentam soluções reais para problemas ligados à natureza, poluição, resíduos e aquecimento global. A edição no Rio acontece às vésperas da COP30, que será realizada em Belém, reforçando o papel do Brasil no cenário climático internacional.

A empresa brasileira venceu na categoria “Proteger e Restaurar a Natureza” com iniciativas que recuperam pastagens degradadas na Amazônia e na Mata Atlântica. Nessas áreas, onde o desmatamento destruiu vegetação e cursos d’água, a re.green planta espécies nativas e restaura o solo até que o ambiente volte a ter vida.

Com a recuperação completa, a área passa a gerar créditos de carbono, usados por organizações que precisam compensar emissões poluentes. Dessa forma, proprietários conseguem lucrar preservando, e não derrubando. O método também ajuda a reduzir gás carbônico na atmosfera, principal responsável pelo aquecimento global.

Um dos trabalhos mais recentes é o Floresta Futuro Vivo, parceria com a Vivo no Mosaico Gurupi–Turiaçu, entre o Maranhão e o Pará. Serão 800 hectares em restauração ao longo de 30 anos, com 900 mil mudas plantadas. A área equivale a 740 estádios de futebol e deve favorecer o retorno de animais ameaçados, além de recuperar nascentes e rios locais.

Outros vencedores do Earthshot Prize

Além do Brasil, quatro iniciativas internacionais foram reconhecidas:

Bogotá, Colômbia – categoria “Limpar o Nosso Ar”
Desde 2018, a capital colombiana registrou queda de 24% na poluição atmosférica. A cidade implantou 1.400 ônibus elétricos, corredores de transporte sustentável e mais áreas verdes. Os investimentos somam US$ 20 bilhões.

Tratado do Alto Mar – categoria “Reviver os Oceanos”
Criado em 2023 e com entrada em vigor prevista para 2026, o acordo busca proteger 30% dos mares até 2030. Mais de 60 países já ratificaram o texto. A premiação foi entregue à Aliança do Alto Mar, que reúne mais de 70 organizações.

Semana da Moda de Lagos, Nigéria – categoria “Construir um Mundo Livre de Lixo”
O evento exige que marcas mostrem processos sustentáveis, desde tecidos até transporte. A indústria da moda é uma das que mais gera resíduos no mundo, e menos de 1% dos tecidos é reciclado.

ONG Friendship, Bangladesh – categoria “Consertar o Nosso Clima”
A organização atua em áreas atingidas por enchentes e ciclones. Já foram plantadas 650 mil árvores em 200 hectares, protegendo mais de 125 mil pessoas. Além disso, a ONG oferece programas de saúde, educação e moradia.

Celebração no Rio teve música, cultura e convidados internacionais

A cerimônia teve clima de celebração. A bateria da Beija-Flor recebeu o público, e nomes como Anitta, Gilberto Gil, Seu Jorge, Kylie Minogue e Shawn Mendes se apresentaram no palco montado na zona portuária. Celebridades e representantes de vários países marcaram presença, com Luciano Huck na apresentação.

O príncipe William agradeceu em português e ressaltou a importância de iniciativas ambientais que apresentam resultados concretos.

Por que o prêmio é importante para o Brasil?

A vitória da re.green reforça o potencial do país em unir conservação da natureza e negócios sustentáveis. A restauração de áreas degradadas gera emprego, movimenta pesquisa, protege a biodiversidade e garante renda por meio dos créditos de carbono.

Com o prêmio, a empresa poderá ampliar parcerias, atrair novos investimentos e aumentar áreas de recuperação, especialmente em regiões afetadas por desmatamento histórico.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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