Quando o Natal se aproxima, muita gente segue as tradições da árvore enfeitada, troca de presentes, comida farta e reunião em família. Mas, ao redor do mundo, a data ganha significados bem diferentes e, em alguns lugares, pode até causar espanto em quem está acostumado ao Natal tradicional brasileiro.

Ceias que desafiam o paladar
Na Groenlândia, o Natal pode incluir o famoso kiviak, um prato feito com pequenas aves marinhas fermentadas dentro da pele de uma foca por vários meses. O cheiro é forte, mas a iguaria é considerada especial e faz parte das celebrações tradicionais da região.
Já no Japão, onde o cristianismo não é a religião predominante, a ceia ganhou um toque moderno: frango frito. Cerca de 3,6 milhões de famílias fazem questão de garantir o prato no dia 25 de dezembro. A procura é tão grande que muitos japoneses precisam encomendar o frango com até uma semana de antecedência.
Na África do Sul, algumas famílias mantêm o costume de comer lagartas fritas no Natal, enquanto na Noruega o prato típico pode ser o smalahove, uma cabeça de cordeiro assada.
Enfeites nada convencionais
Enquanto em muitos países a árvore de Natal é decorada com bolas coloridas e luzes, na Ucrânia o enfeite principal são teias de aranha. A tradição vem de uma lenda sobre uma família pobre cuja árvore se transformou em ouro e prata ao amanhecer. Até hoje, as teias simbolizam prosperidade e boa sorte.
Na Catalunha, região da Espanha, os presépios escondem um personagem inusitado: o caganer, um boneco agachado fazendo cocô. Apesar da aparência estranha, ele representa fertilidade, sorte e abundância. A brincadeira também diverte as crianças, que tentam encontrá-lo entre os outros personagens.
Nos Estados Unidos, especialmente no meio-oeste, algumas famílias penduram um picles de Natal na árvore. Quem encontra o enfeite primeiro ganha um doce ou presente extra.

Tradições com criaturas, lendas e personagens assustadores
Se o Papai Noel é conhecido por recompensar crianças comportadas, em países como Áustria, Alemanha e Hungria existe o temido Krampus, uma criatura com aparência de demônio. Durante desfiles, adultos se vestem com máscaras assustadoras para “assombrar” quem se comportou mal ao longo do ano.
Na Islândia, as crianças não esperam apenas um Papai Noel, mas sim 13 personagens, conhecidos como Yule Lads. Eles chegam um por um nos dias que antecedem o Natal, podendo deixar presentes ou pequenas travessuras, dependendo do comportamento da criança.
Já no País de Gales, uma figura folclórica chamada Mari Lwyd, que é uma caveira de cavalo decorada, visita casas para desafios de rimas entre moradores e visitantes, transformando o Natal em um verdadeiro duelo de versos.
Datas diferentes e costumes curiosos
Em países como Rússia, Ucrânia e outros de tradição ortodoxa, o Natal é celebrado no dia 7 de janeiro, devido ao uso do calendário juliano. Já na Venezuela, além da missa, algumas cidades organizam festas em que crianças e adultos vão para as ruas andar de patins, skate ou bicicleta, com vias fechadas para garantir a segurança.
Em Portugal, a ceia da véspera, chamada de Consoada, tem um significado especial: a mesa costuma ficar posta durante a noite em homenagem aos familiares que já faleceram, mantendo viva a memória dos que partiram.
Na República Tcheca, o Natal também é momento de superstição. Mulheres solteiras jogam um sapato por cima do ombro para saber se vão se casar no próximo ano. Se o calçado cair apontando para a porta, o casamento estaria próximo.


