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Arrecadação federal bate recorde de R$ 325,8 bilhões em janeiro

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A arrecadação do governo federal atingiu R$ 325,8 bilhões em janeiro, o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O resultado representa um crescimento real de 3,56% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação, segundo dados divulgados pela Receita Federal. Esses recursos são usados para financiar serviços públicos, como saúde, educação, aposentadorias e programas sociais.

Arrecadação federal bate recorde em janeiro
Arrecadação é o dinheiro que o governo recebe por meio de impostos, contribuições e outras cobranças obrigatórias pagas por empresas e trabalhadores | Foto: Reprodução / Canva

O crescimento foi influenciado por dois fatores principais: o aumento de algumas alíquotas, que são as porcentagens cobradas nos impostos, e o desempenho da economia, que elevou os ganhos de empresas e pessoas físicas.

Alta no Imposto de Renda e no IOF aumentou receitas

Entre os destaques está o aumento na arrecadação do Imposto de Renda sobre rendimentos de capital, que gerou R$ 3,6 bilhões a mais do que em janeiro do ano passado, um avanço de 32,6%.

Rendimentos de capital são os ganhos obtidos com aplicações financeiras, como investimentos em renda fixa, que incluem produtos como Certificado de Depósito Bancário (CDB), títulos públicos e outros investimentos que pagam juros.

Outro fator relevante foi o aumento da cobrança de Juros sobre Capital Próprio (JCP). Esse é um tipo de pagamento feito pelas empresas aos seus acionistas, semelhante à distribuição de lucros. A alíquota desse imposto subiu de 15% para 17,5%, o que elevou a arrecadação.

Também houve crescimento expressivo na arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF),  imposto cobrado em operações como empréstimos, financiamentos, uso do cartão de crédito internacional e compra de moeda estrangeira.

Com a elevação das alíquotas, o governo arrecadou R$ 2,6 bilhões a mais com esse imposto, o que representa um aumento de 49%.

Tributação sobre apostas e jogos cresceu mais de 2.600%

A arrecadação sobre apostas e jogos também teve forte expansão, com um salto de R$ 55 milhões em janeiro do ano passado para R$ 1,5 bilhão neste ano, crescimento de 2.642%. Esse aumento está ligado à regulamentação e à maior cobrança de impostos sobre esse setor.

Contribuições sobre salários e consumo também cresceram

Outras receitas importantes também registraram aumento, como as contribuições previdenciárias, que cresceram 5,48%, com acréscimo de R$ 3,3 bilhões, e avanço na arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Ambos são tributos cobrados sobre o faturamento das empresas. Esses recursos ajudam a financiar áreas como saúde, previdência e assistência social.

Além disso, o Imposto de Renda cobrado sobre salários também aumentou 4,24%, refletindo o crescimento da renda e do emprego.

Queda nos royalties do petróleo não impediu recorde

Apesar do resultado positivo, algumas receitas apresentaram queda, especialmente os royalties do petróleo, que são valores pagos por empresas que exploram recursos naturais, como petróleo, ao governo. Esse tipo de arrecadação caiu 25,53%, totalizando R$ 12,5 bilhões – somente com petróleo, a redução foi de R$ 2,8 bilhões. Mesmo com essa queda, o aumento de outros impostos foi suficiente para garantir o recorde.

Mais arrecadação pode influenciar economia e políticas públicas

O aumento da arrecadação fortalece o caixa do governo, permitindo o pagamento de despesas públicas e investimentos, além de refletir o aumento da carga tributária, o total de impostos pagos pela população e pelas empresas, que pode ter impacto no orçamento das famílias, principalmente quando envolve impostos sobre crédito, consumo e serviços financeiros.

Ao mesmo tempo, o crescimento da economia contribui para elevar a arrecadação, já que empresas vendem mais e trabalhadores recebem mais renda. O resultado recorde indica que o governo iniciou o ano com maior entrada de recursos, o que pode influenciar decisões sobre gastos públicos, programas sociais e investimentos nos próximos meses.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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