O desemprego no Brasil ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2026, mas o resultado varia conforme o perfil da população. Mulheres, pretos e pessoas com ensino médio incompleto enfrentaram os maiores índices no período, enquanto o menor percentual foi observado entre quem havia concluído o ensino superior.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 14 de agosto, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A diferença aparece nos três recortes analisados pelo levantamento: sexo, cor ou raça e escolaridade.

Mulheres e pessoas negras enfrentam maior dificuldade para encontrar trabalho
Entre abril e junho, 6,4% das mulheres estavam sem ocupação e procurando trabalho. Entre os homens, o percentual foi de 4,6%. Na comparação entre os dois grupos, o índice feminino ficou 39,1% acima do masculino. A menor diferença entre homens e mulheres havia sido registrada no segundo trimestre de 2020, quando o desemprego feminino superava o masculino em 27%.
A desigualdade também aparece no recorte por cor ou raça. Entre os trabalhadores brancos, o percentual ficou em 4,2%, abaixo do resultado nacional. Para a população preta, o índice chegou a 6,9%, enquanto entre os pardos foi de 6,1%. Na comparação com os brancos, a diferença foi de 64,3% entre pretos e de 45,2% entre pardos.
Ensino médio incompleto concentra maior índice
O nível de escolaridade também está relacionado ao resultado. Pessoas com ensino superior completo apresentaram o menor percentual, de 3%. Entre quem não tinha instrução, o índice foi de 4,4%. O grupo com ensino fundamental incompleto registrou 5%, enquanto aqueles que haviam concluído essa etapa chegaram a 6,2%.
O maior percentual apareceu entre as pessoas com ensino médio incompleto, com 9%. Já entre quem concluiu o ensino médio, o resultado foi de 6,3%.
Para os trabalhadores com ensino superior incompleto, o índice ficou em 5,6%, quase o dobro do observado entre aqueles que já haviam concluído a faculdade.
Os dados mostram, portanto, diferenças importantes no mercado de trabalho brasileiro de acordo com sexo, cor ou raça e nível de instrução. Embora o resultado nacional tenha ficado em 5,4%, os grupos analisados apresentaram cenários distintos no segundo trimestre.


