O eleitor pode cobrar o quê?
A população pode acompanhar se o parlamentar está cumprindo o trabalho que prometeu durante a campanha. No caso de um deputado federal, é possível verificar os projetos que apresentou, sua participação nas votações e sua atuação na fiscalização do governo.
Já o senador pode ser cobrado por sua atuação no Senado, incluindo os votos dados em projetos e as decisões que são exclusivas da Casa.
Também é importante separar o que está nas mãos do parlamentar e o que depende de outras autoridades. Um senador ou deputado pode defender uma obra, uma mudança de lei ou uma política pública, mas nem sempre terá poder para executar essa medida sozinho.
Que promessas cabem a um senador ou deputado?
Os dois podem prometer defender ideias, apresentar projetos, votar propostas e fiscalizar o governo. No caso da escala 6×1, por exemplo, um candidato pode dizer que vai defender o fim do modelo e votar a favor de uma proposta sobre o tema. O que ele não pode garantir é que a mudança acontecerá apenas porque foi eleito.
Isso vale para outras propostas também. Criar ou mudar uma lei depende das votações previstas no Congresso e, em alguns casos, da participação do presidente da República.
Por isso, uma boa pergunta durante a campanha é: o candidato poderá fazer isso sozinho ou precisará do voto de outros parlamentares?
Como senador e deputado são eleitos?
O senador é eleito pelo sistema majoritário: vence o candidato que obtém a maior votação, seguindo as regras da eleição. Já o deputado federal é eleito pelo sistema proporcional. Nesse modelo, o resultado leva em conta a votação dos candidatos e também o desempenho de seus partidos.
É por isso que a eleição para deputado pode parecer mais complicada. Um candidato pode receber muitos votos e não conseguir uma vaga, dependendo do resultado de seu partido.
O mandato também muda. O deputado fica quatro anos no cargo, enquanto o senador tem mandato de oito anos. Mesmo assim, há eleições para o Senado a cada quatro anos, porque as vagas são renovadas aos poucos.
Em 2026, será escolhido um senador por estado e um pelo Distrito Federal, na renovação de um terço das cadeiras da Casa.
Para o eleitor, entender esse caminho ajuda a avaliar melhor as promessas de campanha e a cobrar cada parlamentar por aquilo que realmente faz parte do seu trabalho.


