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Senado aprova fim da escala 6×1 em primeiro turno

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 14 de outubro, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. A votação foi concluída após os senadores aprovarem um calendário especial para acelerar a análise.

No primeiro turno, a proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Para ser aprovada em cada etapa, uma PEC precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores.

Senado aprova fim da escala 6x1 em dois turnos
Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, durante a votação | Foto: Reprodução / Senado

A conclusão da votação ocorreu a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, disputado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A oposição tentou impedir que a análise fosse concluída na mesma sessão, mas o plenário aprovou o pedido para acelerar a tramitação.

O que muda na jornada de trabalho?

Atualmente, a escala 6×1 permite que o trabalhador cumpra seis dias de trabalho e tenha um dia de descanso. Com a proposta aprovada, o limite da jornada semanal cairá de 44 para 40 horas, com a garantia de duas folgas remuneradas e sem diminuição do salário.

O texto prevê que uma das folgas ocorra preferencialmente aos domingos. A redução das quatro horas semanais também deverá seguir uma transição prevista na proposta.

Por que os senadores aceleraram a votação?

Pelas regras habituais, uma PEC precisa passar por dois turnos de votação, com um intervalo de cinco dias úteis e três sessões de discussão entre eles. Esse prazo impediria a conclusão das duas etapas antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.

Para permitir a votação mais rápida, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou um pedido de calendário especial. A proposta recebeu apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e foi aprovada pela maioria dos senadores.

O Partido Liberal (PL) liberou sua bancada para votar. Com o calendário especial, foi possível dispensar o intervalo e as sessões de discussão normalmente exigidos entre os dois turnos.

O que ainda precisa ser discutido?

O relator da proposta no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou todas as emendas apresentadas e manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Durante a discussão, ele defendeu a versão aprovada em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Aziz também afirmou que considera urgente discutir uma regulamentação para categorias que têm jornadas específicas, como trabalhadores de plataformas e do setor aéreo.

Com a aprovação nos dois turnos, o Senado concluiu a votação da proposta nesta quarta-feira. A discussão sobre regras específicas para determinadas categorias, no entanto, permanece como um tema a ser tratado.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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