Após anúncio, o Iene (moeda japonesa) apresentava queda de 0,5% em relação ao dólar

Nesta terça-feira (19), o Banco do Japão (BoJ) optou por terminar a prática de juros negativos e anunciou um aumento na taxa pela primeira vez em 17 anos. Apesar do aumento, a taxa de juros japonesa permanecerá próxima de zero, variando entre 0% e 0,1%.
Esta é a primeira elevação desde fevereiro de 2007. Com a mudança, o BoJ se torna o último a abandonar as taxas negativas, que estavam em -0,1%.
A política de juros japonesa tinha como objetivo estimular o mercado e impulsionar a economia. Embora tenha havido uma mudança, especialistas acreditam que o aumento das taxas terá um impacto mínimo, sem aumentar significativamente os custos de financiamento.
Por outro lado, há preocupações com o aumento do custo de financiamento da dívida pública do país. Além disso, pode ocorrer a repatriação de fundos por parte de investidores japoneses no exterior para reinvestimento no Japão, o que pode afetar os mercados internacionais.
O mercado japonês já antecipava uma mudança na taxa de juros entre março e abril, uma vez que a inflação ultrapassou a meta de 2% estabelecida pelo Banco Central. Pouco depois do anúncio, o iene japonês teve uma queda de 0,5% em relação ao dólar.
O Japão está atualmente enfrentando uma recessão, com o PIB registrando uma queda de 0,4% no último trimestre de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. Essa retração fez com que o país perdesse sua posição como a terceira maior economia do mundo para a Alemanha. A desvalorização da moeda local, o aumento do custo de vida e o envelhecimento da população estão entre os principais fatores que contribuíram para essa desaceleração na economia japonesa.


