Crise da Boeing
O potencial investimento da Embraer em aviões de maior porte sempre esteve sob consideração pelos analistas de mercado. Essa possibilidade ganhou mais destaque desde o início deste ano, devido à crise enfrentada pela Boeing.
No início de janeiro deste ano, um Boeing 737 Max 9 da Alaska Airlines perdeu parte de sua fuselagem durante o voo e teve que fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Portland, Oregon, nos EUA.
Relatos de problemas em aeronaves da linha Max foram feitos por outras companhias, o que levou o governo americano a abrir uma investigação e a Boeing a anunciar a substituição de parte de sua alta administração.
Além disso, a Boeing teve que reduzir a produção da linha Max dos 737. De acordo com o Financial Times, a crise custou à Boeing US$ 4 bilhões no primeiro trimestre deste ano e afetou os operadores, com várias companhias aéreas sendo obrigadas a reprogramar voos devido à paralisação das aeronaves.
Embora alguns vejam a crise enfrentada pela concorrente americana como uma oportunidade para a Embraer, o analista da Eleven Research, Carlos Daltozo, ponderou que a experiência da Boeing pode servir de lição para a empresa brasileira sobre os riscos envolvidos no desenvolvimento de modelos maiores.
Ele destacou que a Boeing enfrentou problemas com um projeto problemático, incluindo questões de software, e que os esforços para remediar esses problemas estão saindo ainda mais caros do que o inicialmente previsto. Isso ressalta a complexidade e os desafios associados ao desenvolvimento de aeronaves maiores.


