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Madonna in Rio: quando o gasto se torna investimento

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Foram as primeiras notícias acerca da vinda da cantora Madonna ao Rio de Janeiro para despontar as suspeitas de cifras públicas serem ‘desperdiçadas’ para o show. ‘’Ué, não vai ser gratuito?”, era uma das perguntas que mais se ouviu nas últimas semanas.

No aporte da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Governo do Estado, cada um entrou no bolo com R$ 10 milhões para viabilizar a apresentação que levou mais de 1,6 milhão de pessoas à Orla de Copacabana, superando a expectativa de público.

Para desfazer o nó e explicar sobre o repasse, ninguém melhor do que o próprio prefeito, Eduardo Paes, que foi didático e dinâmico em um post nas redes sociais: por meio de manchetes.

Com as projeções de ganho antes mesmo da cantora subir ao palco na noite de sábado (04), Paes reafirmou a decisão da verba, com retornos projetados acima de 20% em relação ao ano passado. 

A administração municipal espera obter lucro na arrecadação de ISS (Impostos sobre Serviços) referentes às atividades relacionadas ao turismo, entretenimento, transporte, hospedagem e alimentação. Um otimismo que pôs no chão as críticas relacionadas.

Para o brasileiro comum que vive a peleja do dia e vê muitas vezes seu imposto não indo para onde deveria, é claro que faz saltar os olhos quando se vê dinheiro público revertido numa apresentação artística. 

Mas também cabe explicar que todo mundo ganha com o desenvolvimento criado a partir de um apoio – não só como no caso Madonna, – em eventos de grande porte, como Olimpíadas e Copa do Mundo, além, é claro, do Réveillon e Carnaval.

A exposição da cidade fica no 0800: há turistas nacionais e internacionais por todas as frentes (aviação e rodoviário). Melhoram-se os serviços, ampliam-se as possibilidades. 

Nesse espetáculo, existe espaço para tudo, gerando renda inclusive para setores que não seriam habitualmente impactados. Tudo isso se reverte para dinheiro no caixa e uso em novas frentes. Como investimento na educação e na saúde.

E principal: coloca o país na rota dos megaeventos, atraindo ainda mais pessoas fora da época prevista. Situação como a de agora, em que durante os meses de março até julho, vive-se no Rio a chamada ‘baixa temporada’. No momento, 95% da rede hoteleira da capital fluminense está borbulhando de pessoas. Você entende?

Não, um show assim não resolve todos os nossos problemas. Mas posso dizer? Ajuda um bocado. 

*Texto por Eduardo Carvalho

Sobre o autor Edu Carvalho

Jornalista e apresentador. Com mais de uma década na comunicação, passou pela Globo, CNN, Revista Época. É colunista em Ecoa UOL e Projeto Colabora. Filho da Rocinha, cria do mundo.

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