MEIs lideram a abertura de novos CNPJs
Nesse contexto, segundo Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps, os MEIs também tiveram saldo positivo de mais de 1,1 milhão de CNPJs, com destaque para o setor de serviços, que abrange 8,3 milhões dessas unidades, e comércio com 3,6 milhões. Na sequência, vêm os setores industrial, com 2,7 milhões, e agro, com seus 74,6 mil microempreendedores individuais.
Pazzini lembra que, de 2023 para 2024, a quantidade de empresas subiu 9,2% no interior e 7% nas capitais e regiões metropolitanas, contra 8,1% da média nacional. “Esse cenário pode ser explicado pela escalada do home office, pois, mesmo que a empresa funcione em grandes centros, ela não necessita mais de grandes áreas de escritórios e essa modalidade de trabalho passou a ser mais frequente após a pandemia”, afirma.
Já em relação à distribuição de estabelecimentos no âmbito nacional, a região Sudeste segue no topo, abrigando mais da metade (51,8%) das corporações, somando cerca de 7,3 milhões de unidades só no setor de serviços. Depois, vem o Sul com 18,9%, Nordeste com 16,2%, Centro-Oeste com 8,4%, e Norte que, perdendo cada vez mais representatividade nos negócios, possui apenas 4,6% das organizações ativas no país.
Partindo para a análise quantitativa por mil habitantes, a pesquisa IPC Maps reflete uma melhoria geral. A começar pelo Nordeste e Norte que, mesmo nas últimas posições, evoluíram para, respectivamente, 70,58 e 62,80 corporações/mil habitantes. As demais regiões seguem em vantagem, contando com 149,06 (Sul), 145,10 (Sudeste) e 120,74 (Centro-Oeste) companhias/mil habitantes.


