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Entregadores do iFood entram em greve por melhores condições e aumento da taxa mínima

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No dia 31 de março de 2025, entregadores do iFood, conhecidos como motoboys, realizaram uma greve significativa em alguns estados do Brasil, com principal foco nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A principal reivindicação foi o aumento da taxa mínima por entrega de R$6,50 para R$10, visando melhores condições de trabalho e remuneração mais justa.​

O iFood e outras empresas do setor defendem a criação de um marco regulatório específico para o trabalho por aplicativo | Foto: Reprodução/CLT

entregadores
A paralisação dos motoboys do iFood em São Paulo e Rio de Janeiro evidencia a necessidade de discutir e melhorar as condições de trabalho desses profissionais essenciais | Foto: Reprodução/iFood

Os motoboys desempenham um papel essencial no ecossistema de entregas urbanas, enfrentando desafios diários como trânsito intenso, condições climáticas adversas e riscos de acidentes. Além disso, muitos trabalham como autônomos, sem vínculo empregatício formal, o que os deixa sem benefícios trabalhistas como seguro-saúde, férias remuneradas e aposentadoria.

A taxa mínima atual de R$6,50 por entrega é considerada insuficiente para cobrir os custos operacionais, como combustível, manutenção da motocicleta e equipamentos de proteção, além de garantir uma renda digna.​

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Crescimento do iFood e impacto econômico

Fundado em 2011, o iFood consolidou-se como líder no setor de delivery de refeições na América Latina, detendo 83% do mercado brasileiro. Em 2019, a empresa registrou uma receita de R$ 208 milhões, refletindo seu rápido crescimento e expansão. Esse avanço foi impulsionado pelo aumento da demanda por serviços de entrega, especialmente durante a pandemia de covid-19, quando muitos consumidores passaram a depender desses serviços para alimentação.

Número de entregadores e condições de trabalho

Embora o iFood empregue diretamente mais de 5.500 funcionários, a maioria dos entregadores atua como trabalhadores independentes. Estima-se que centenas de milhares de motoboys estejam cadastrados na plataforma em todo o Brasil, sendo São Paulo e Rio de Janeiro as cidades com maior concentração. Esses profissionais são peças-chave para o funcionamento da plataforma, garantindo que os pedidos sejam entregues de forma rápida e eficiente.​

Repercussão da greve e posicionamento do iFood

A greve chamou a atenção da mídia e da sociedade para as condições de trabalho dos entregadores. O iFood reconheceu a importância dos motoboys para o sucesso da empresa e afirmou estar aberto ao diálogo para buscar soluções que atendam às necessidades dos entregadores e da plataforma. No entanto, até o momento, não houve confirmação de um aumento na taxa mínima por entrega.

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A paralisação dos motoboys do iFood em São Paulo e Rio de Janeiro evidencia a necessidade de discutir e melhorar as condições de trabalho desses profissionais essenciais. Enquanto a economia digital e os serviços de entrega continuam a crescer, é fundamental que as empresas e a sociedade reconheçam e valorizem o trabalho dos entregadores, garantindo-lhes remuneração justa e condições adequadas para o desempenho de suas funções.​

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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