A aviação privada no Brasil está passando por uma revolução digital. Assim como os aplicativos de transporte mudaram a mobilidade urbana, a Flapper está trazendo um modelo de marketplace para jatos executivos, permitindo que clientes compartilhem voos e contratem aeronaves de maneira mais eficiente. Com faturamento de R$ 49 milhões em 2024 e um crescimento de 30% ao ano, a startup está captando investimentos para expandir sua presença no mercado.

Como funciona a Flapper?
A Flapper opera como intermediária entre clientes e operadores de aeronaves, sem possuir frota própria. Sua plataforma permite que passageiros reservem voos compartilhados, alugue aeronaves sob demanda e acessem um marketplace de jatos certificados. Essa estrutura oferece vantagens tanto para clientes quanto para operadores:
- Clientes: podem acessar voos compartilhados, fretamento de aeronaves e serviços de gestão de aeronaves.
- Operadores: têm acesso à distribuição de demanda, auditorias de segurança e integração de frota, otimizando sua operação.
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Oportunidade de crescimento
O mercado brasileiro de aviação privada movimenta R$ 2,9 bilhões atualmente, mas tem apenas 1% de digitalização, segundo dados da Flapper. A empresa projeta que o setor possa crescer para R$ 9,8 bilhões no longo prazo, impulsionado por modelos de aviação compartilhada e inovações como jatos eletrificados.
Quem já utiliza os serviços?
A Flapper atende tanto clientes empresariais (55% da receita) quanto pessoas físicas (45%). Entre seus clientes estão instituições financeiras como Itaú e Safra, além de empresários que buscam alternativas eficientes para viagens a negócios. Com operações em 280 aeroportos no Brasil e no exterior, a startup vem expandindo sua atuação para mercados na Europa, Ásia e América Latina.
Captação de investimento
Atualmente, a Flapper está captando recursos por meio da plataforma EqSeed, permitindo que investidores pessoa física e jurídica possam participar do crescimento da empresa. Essa iniciativa visa acelerar a expansão e ampliar a digitalização do setor.
Como funciona o transporte aéreo privado hoje?
Atualmente, viajar de avião de maneira privada no Brasil e no mundo ainda é um luxo acessível a poucos. Os clientes que desejam fretar um jato particular precisam entrar em contato diretamente com operadoras ou corretores especializados, enfrentar um processo burocrático para cotação de preços e disponibilidade e, muitas vezes, pagar valores elevados por um voo exclusivo.
Os jatos privados são utilizados principalmente por empresários, políticos, artistas e pessoas que precisam de deslocamento rápido e personalizado. No entanto, a falta de uma plataforma digital integrada torna esse processo menos acessível e mais caro.
Quanto custa um voo privado?
Os custos de um voo privado variam de acordo com o tipo da aeronave, a distância do trajeto e a disponibilidade. Em média, um voo fretado de São Paulo para o Rio de Janeiro pode custar entre R$ 30 mil e R$ 50 mil em um jato de pequeno porte. Para trajetos internacionais, os valores podem ultrapassar R$ 500 mil, dependendo do destino e do tipo da aeronave utilizada.
Com a Flapper, os clientes podem optar por assentos individuais em voos compartilhados, reduzindo significativamente o custo da viagem e tornando a aviação privada mais acessível.
O futuro da aviação privada
O modelo de aviação compartilhada não é novidade globalmente. Empresas como a NetJets, nos Estados Unidos, já consolidaram esse mercado, mostrando que a digitalização e a otimização da frota podem tornar o setor mais acessível e rentável. A Flapper quer seguir essa tendência e liderar a transformação da aviação privada na América Latina.


