Vendas
As vendas de derivados de petróleo no primeiro trimestre de 2025 ficaram abaixo das do último trimestre de 2024, principalmente devido à sazonalidade natural da demanda por derivados no começo do ano. As vendas de diesel no primeiro trimestre permaneceram em níveis semelhantes aos do último trimestre de 2024.
O diesel S-10 representou 66% do total de vendas de diesel. Já as vendas de gasolina registraram uma queda de 7,9% no primeiro trimestre em relação ao final do ano passado, devido ao comportamento sazonal da demanda, que tende a ser mais elevada no último trimestre, com o aumento da circulação de veículos devido às festividades de fim de ano e ao recebimento do décimo terceiro salário.
A queda de 1,7% nas vendas de Querosene de Aviação (QAV) foi causada pela base de comparação mais alta do trimestre anterior, impulsionada pelo aumento da demanda internacional e pela realização do G-20 no Rio de Janeiro, evento que gerou uma maior necessidade de combustíveis para o setor aéreo.
A Petrobras também registrou uma redução de 3,3% nas vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em relação ao último trimestre de 2024, com a empresa atribuindo isso a fatores sazonais. “Durante o primeiro trimestre, as temperaturas mais altas diminuem o consumo de energia. Além disso, as férias de início de ano tendem a reduzir o uso de GLP nas residências”, informou a estatal em nota. Esse padrão de consumo é uma consequência direta das mudanças climáticas sazonais, que impactam a demanda por energia, especialmente nas regiões do Brasil com maior variação de temperatura.
As vendas de nafta caíram 17,3% em relação ao último trimestre de 2024. Esse declínio foi causado principalmente pela redução na oferta de nafta devido à parada programada da Refinaria Abreu e Lima (RNEST). A interrupção nas atividades de refino afetou a produção de alguns derivados, especialmente a nafta, que é crucial para a indústria petroquímica.
As vendas de óleo combustível também apresentaram uma queda de 12,5% quando comparado com o quarto trimestre de 2024. Segundo a Petrobras, “o principal motivo dessa queda foi a diminuição das vendas para o setor industrial, que passou a adotar mais o uso de outros combustíveis, como o gás natural”. A mudança nas preferências do setor industrial por combustíveis mais eficientes e ambientalmente amigáveis também pode ser vista como um reflexo das tendências globais de busca por alternativas mais limpas de energia.
Além disso, a Petrobras registrou uma diminuição nas vendas para o setor de geração de energia elétrica, mas houve um aumento nas vendas para outros segmentos, como o de produtos petroquímicos, impulsionado pela expansão do mercado interno e pelo aumento da demanda por derivados específicos no Brasil.
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