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Americanos vão às compras antes das tarifas; veja os itens mais buscados

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Diante da ameaça de novas tarifas impostas pelo governo Trump, empresas e consumidores nos Estados Unidos estão correndo para garantir bons negócios antes que os preços disparem. A Tarptent, loja da Califórnia especializada em equipamentos para atividades ao ar livre, lançou uma promoção no fim do mês passado com o código “As tarifas são uma droga”, o que fez as vendas aumentarem em cerca de 25%.

A maior parte dos produtos da marca vem da China, alvo das tarifas que podem ultrapassar 100%. A ação serviu como alerta aos clientes de que os preços estavam prestes a subir, funcionando como um incentivo para comprar antes dos impactos das tarifas.

Consumidores dos EUA fazendo compras antes das tarifas
Nos EUA, o iPhone 16 básico custa US$ 799 (cerca de R$ 4.490), cerca de 40% mais barato que no Brasil, onde sai por R$ 7.799 |Foto: Reprodução/Freepik

Esse cenário se repete em diversos setores da economia. Consumidores, preocupados com os aumentos, estão estocando itens que vão desde produtos de higiene até eletrônicos de ponta. Em Los Angeles, um advogado tem comprado grandes quantidades de desodorantes e pastas de dente e vem incentivando outras pessoas a fazerem o mesmo, diante da possibilidade de impacto direto das tarifas no cotidiano.

O mercado automotivo também foi movimentado pelo medo de aumento nos preços. Concessionárias registraram um crescimento no fluxo de clientes na última semana de março, especialmente nas marcas Toyota, Hyundai e Jeep. A Stellantis, fabricante da Jeep, respondeu oferecendo descontos em todas as suas marcas, enquanto a Hyundai garantiu manter os preços atuais até junho para tranquilizar os consumidores.

Nas lojas da Apple, o movimento cresceu, com clientes buscando garantir iPhones antes de eventuais aumentos. Segundo dados da Bloomberg Second Measure, as vendas da Apple aumentaram cerca de 6% em março, o melhor desempenho desde novembro, impulsionado pela preferência dos consumidores por modelos mais caros.

A varejista Best Buy também registrou crescimento, com um aumento de 8% nas vendas no último mês, o maior desde 2021.

A corrida não se limita aos consumidores americanos. Em Nova York, uma argentina decidiu investir em um iPhone após as notícias sobre as tarifas, motivada pela incerteza do cenário e pela oportunidade de pagar menos.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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