A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentou um desempenho financeiro acima das expectativas de mercado no primeiro trimestre de 2025. Impulsionada pela alta receita com publicidade digital, a companhia norte-americana registrou faturamento de US$ 42,31 bilhões no período — aproximadamente R$ 221,9 bilhões na cotação atual (US$ 1 = R$ 5,24), superando a estimativa média dos analistas, que era de US$ 41,40 bilhões (R$ 217,1 bilhões).

Esse crescimento sólido ajudou a amenizar preocupações recentes de investidores sobre os efeitos das tarifas comerciais dos Estados Unidos na economia global. As ações da Meta subiram mais de 4% nas negociações após o fechamento do mercado, refletindo o otimismo dos acionistas com os números divulgados.
Além disso, a companhia projetou uma receita entre US$ 42,5 bilhões e US$ 45,5 bilhões (de R$ 222,9 bilhões a R$ 238,5 bilhões) para o segundo trimestre, sinalizando estabilidade e continuidade nos bons resultados, mesmo diante de um cenário de incertezas econômicas.
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Lucro da Meta vem acima das expectativas
Outro ponto que chamou atenção no relatório financeiro foi o lucro por ação da empresa, que chegou a US$ 6,43 (aproximadamente R$ 33,68) — bem acima dos US$ 5,28 (R$ 27,64) projetados anteriormente por analistas de mercado. Esse resultado reforça a capacidade da Meta de gerar valor para seus investidores, mesmo diante de um ambiente regulatório e competitivo cada vez mais desafiador.
Segundo especialistas, esse desempenho se deve principalmente à ampla base de usuários das plataformas da Meta, que mantém a empresa como uma das principais escolhas de anunciantes globais.
Em um momento em que muitas companhias estão reduzindo seus orçamentos de marketing devido à instabilidade econômica e às incertezas provocadas por medidas comerciais protecionistas nos EUA, a Meta continua atraindo investimentos robustos em publicidade digital.
Investimentos maiores e controle de despesas
A empresa também anunciou um aumento em seus planos de investimento para 2025. A expectativa é de que os aportes variem entre US$ 64 bilhões e US$ 72 bilhões (de R$ 335,3 bilhões a R$ 377,1 bilhões), refletindo a disposição da companhia de investir fortemente em inovação, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico, apesar das críticas quanto ao ritmo de evolução em inteligência artificial.
Por outro lado, a Meta ajustou para baixo sua previsão de despesas totais no ano. O novo intervalo é de US$ 113 bilhões a US$ 118 bilhões (R$ 592,2 bilhões a R$ 618,5 bilhões), o que demonstra um esforço da companhia em manter a rentabilidade controlando seus custos operacionais.
Desafios à frente
Apesar dos bons números, a Meta não vive um cenário livre de desafios. A empresa ainda enfrenta um processo judicial nos Estados Unidos, conduzido pela Comissão Federal de Comércio (FTC), que tenta reverter as aquisições do Instagram e do WhatsApp, realizadas há mais de uma década.
Além disso, especialistas apontam que a empresa pode estar ficando para trás na corrida da inteligência artificial. O lançamento do Llama 4, seu conjunto de modelos de linguagem, não atendeu às expectativas do setor, levantando dúvidas sobre a competitividade da Meta frente a empresas como OpenAI, Google e Microsoft.
Publicidade como carro-chefe
O desempenho no segmento de publicidade, no entanto, segue sendo o motor financeiro da empresa. Com bilhões de usuários ativos em suas plataformas, a Meta consegue oferecer uma base diversificada e segmentada para anunciantes de todos os portes. Esse diferencial se mostra ainda mais valioso em tempos de retração econômica, já que empresas buscam assertividade nos investimentos.
Segundo analistas de mercado, a liderança da Meta no setor de anúncios digitais deve se manter, especialmente se a companhia conseguir acelerar seus projetos em inteligência artificial e superar os obstáculos regulatórios nos Estados Unidos e na Europa.
Perspectivas para os próximos meses
Com uma projeção de receita sólida para o segundo trimestre, controle de despesas e uma base de usuários consolidada, a Meta deve manter sua posição como uma das gigantes da tecnologia no mercado financeiro global. Ainda que precise lidar com questões regulatórias e aprimorar sua atuação em IA, os números do primeiro trimestre mostram que a empresa está em uma trajetória de crescimento sustentável.
Para investidores e analistas, os próximos meses serão cruciais para acompanhar o desempenho da companhia diante das mudanças no cenário macroeconômico e do avanço tecnológico do setor.


