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Uber e Ifood anunciam parceria em seus serviços no Brasil

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Em um movimento inédito no setor de mobilidade e delivery, as gigantes Uber e iFood anunciaram, nesta quarta-feira, 14 de maio, uma parceria estratégica que promete transformar a forma como os brasileiros utilizam os dois aplicativos.

A união permitirá que usuários do iFood solicitem corridas da Uber diretamente no app de delivery, enquanto clientes da Uber poderão pedir comida, fazer compras em supermercados e farmácias pela plataforma de mobilidade.

A parceria entre Uber e iFood representa mais do que uma simples funcionalidade nos aplicativos: ela inaugura uma nova fase no mercado digital brasileiro | Foto: Reprodução/Canva
A parceria entre Uber e iFood representa mais do que uma simples funcionalidade nos aplicativos: ela inaugura uma nova fase no mercado digital brasileiro | Foto: Reprodução/Canva

A integração será lançada no segundo semestre de 2025, inicialmente em cidades selecionadas. A expectativa é de que a novidade chegue gradualmente a outras localidades do país, ampliando o acesso e oferecendo mais conveniência aos usuários.

Segundo Dara Khosrowshahi, CEO global da Uber: “apenas metade dos usuários utiliza as duas plataformas de forma recorrente. Essa parceria é um grande passo para nossa missão de oferecer tudo com apenas um toque”. Já Diego Barreto, CEO do iFood, afirma que a integração “vai aumentar a demanda nos estabelecimentos, gerar mais renda para entregadores e motoristas e facilitar o dia a dia do consumidor”.

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Uma resposta ao mercado competitivo

A parceria entre Uber e iFood chega em um momento de intensa movimentação no mercado de delivery brasileiro, que vem atraindo vultosos investimentos nacionais e estrangeiros. Apenas nesta semana, a chinesa Meituan anunciou um investimento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,6 bilhões) para estrear no Brasil por meio da subsidiária Keeta, já presente em Hong Kong e na Arábia Saudita.

A Keeta pretende iniciar suas operações nos próximos meses, com cerca de 50 vagas abertas no país, de engenheiros a diretores. A empresa conta com 770 milhões de usuários ativos na China, o que reforça seu potencial de competição no mercado local.

Outros movimentos também evidenciam o aquecimento do setor. A colombiana Rappi anunciou em maio um investimento de R$ 1,4 bilhão até 2028 na operação brasileira. Cerca de R$ 560 milhões desse montante serão destinados exclusivamente ao segmento de restaurantes, com isenção de tarifas de intermediação até o dia 31 de julho para todos os parceiros, novos e antigos.

O objetivo é consolidar presença em mais de 300 cidades brasileiras nos próximos três anos.

A volta da 99Food e o foco em expansão

Outra grande novidade no setor foi o anúncio, em abril, da volta do serviço 99Food, descontinuado em 2023. A relançada plataforma de entrega de alimentos é parte de um pacote de investimentos de R$ 1 bilhão por parte da 99, que também pertence a uma empresa chinesa.

O valor inclui aportes em mobilidade urbana, serviços de entrega, soluções financeiras via 99Pay e agora também na retomada das operações de entrega de comida. A medida mostra que o setor continua atrativo para empresas interessadas em expandir no Brasil, mesmo diante de um cenário de concorrência acirrada.

Impacto direto para entregadores e consumidores

Com o mercado cada vez mais competitivo, as empresas têm buscado maneiras de valorizar seus trabalhadores e atrair novos usuários. O iFood, por exemplo, anunciou um reajuste no pagamento mínimo para entregas: de R$ 6,50 para R$ 7,50 no caso de automóveis e motos (alta de 15,4%) e de R$ 6,50 para R$ 7,00 para entregadores de bicicleta (aumento de 7,7%).

Além disso, entregadores recebem valores adicionais por entregas feitas na mesma rota, por quilômetro rodado e contam com seguro em caso de ferimentos graves ou falecimento. A empresa também padronizou, desde janeiro, que entregas feitas com bicicleta tenham distância máxima de 4 quilômetros, buscando tornar a operação mais justa e segura para quem trabalha pedalando.

O que esperar dessa integração?

A parceria entre Uber e iFood representa mais do que uma simples funcionalidade nos aplicativos: ela inaugura uma nova fase no mercado digital brasileiro. Com dois dos maiores apps do país trabalhando em conjunto, os consumidores terão mais facilidade, os motoristas e entregadores ganharão mais oportunidades de renda e os estabelecimentos poderão alcançar um público mais amplo.

Ainda não foram divulgadas quais cidades terão acesso à novidade logo de início, mas a expectativa é que grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, estejam entre os primeiros contemplados.

No médio e longo prazo, a movimentação também pode pressionar a concorrência a investir ainda mais em inovação, preços e condições para trabalhadores. Se tudo correr como planejado, a união entre Uber e iFood tem potencial para movimentar bilhões e redefinir o comportamento digital dos brasileiros.

Resumo dos valores mencionados (com equivalência em real):

  • Investimento da Meituan (Keeta): US$ 1 bilhão ≈ R$ 5,6 bilhões
  • Investimento da Rappi: R$ 1,4 bilhão até 2028
  • Valor destinado aos restaurantes pela Rappi: R$ 560 milhões
  • Investimento da 99: R$ 1 bilhão
  • Reajuste mínimo do iFood:
    • Motos e carros: de R$ 6,50 para R$ 7,50
    • Bicicletas: de R$ 6,50 para R$ 7,00

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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