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YouTube Shopping estreia no Brasil com Mercado Livre e Shopee

O YouTube anunciou a chegada do YouTube Shopping ao Brasil no dia 30 de setembro de 2025. A plataforma, que permite a venda de produtos diretamente em vídeos, transmissões ao vivo e Shorts, terá como primeiros parceiros oficiais os varejistas Mercado Livre e Shopee.

A novidade faz parte da estratégia global do Google de ampliar as soluções de comércio eletrônico dentro do YouTube, transformando a rede de vídeos em um canal cada vez mais relevante para vendas digitais. Segundo comunicado oficial da empresa, o Brasil é considerado um dos mercados prioritários para o crescimento da ferramenta.

Leia também: CLT e criação de conteúdo: quando os dois mundos se encontra

Criadores brasileiros ganham novo espaço para transformar vídeos em vitrine de vendas no YouTube | Foto: Reprodução/Canva
Criadores brasileiros ganham novo espaço para transformar vídeos em vitrine de vendas no YouTube | Foto: Reprodução/Canva

Como funciona o YouTube Shopping

O recurso possibilita que criadores de conteúdo adicionem links de produtos diretamente em seus materiais publicados. Assim, durante uma live ou enquanto o público assiste a um vídeo, os itens aparecem destacados na tela, com a opção de compra imediata.

No caso do Brasil, os primeiros catálogos disponíveis serão os do Mercado Livre e da Shopee. Ambas as plataformas já possuem forte presença no comércio eletrônico nacional: o Mercado Livre liderou o ranking de acessos em 2024, com mais de 1,3 bilhão de visitas mensais no Brasil, de acordo com a SimilarWeb, enquanto a Shopee ocupa a segunda posição, com cerca de 650 milhões de visitas mensais.

O programa funciona no modelo de afiliação. Isso significa que o criador recebe uma comissão sobre cada venda realizada a partir dos links divulgados em seus conteúdos. Segundo dados do Google, globalmente, mais de 500 mil criadores já participam do programa de afiliados do YouTube Shopping.

Regras para criadores de conteúdo

Para participar do programa no Brasil, o YouTube definiu alguns critérios. O canal precisa ter pelo menos 10 mil inscritos e não pode ser classificado como conteúdo infantil. Esses requisitos foram estabelecidos para assegurar que os parceiros tenham audiência consolidada e alinhada ao perfil de consumo.

Os criadores também devem respeitar as regras da plataforma quanto à divulgação de publicidade e afiliações. Em nota, o YouTube reforçou que a transparência com a audiência é essencial, e que as marcas parceiras, como Mercado Livre e Shopee, terão controle sobre os produtos exibidos em seus catálogos dentro da plataforma.

Contexto internacional

O YouTube Shopping já estava em operação em outros países, como Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas, Índia, Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnã. Em todos esses mercados, o recurso foi adotado inicialmente em parceria com grandes varejistas locais.

A chegada ao Brasil reforça o movimento de expansão da empresa em regiões onde o consumo de vídeos online e o comércio eletrônico estão em forte crescimento. Dados da NielsenIQ mostram que as vendas online no Brasil movimentaram cerca de R$ 185,7 bilhões em 2024, um aumento de 10% em relação a 2023.

Impacto no comércio digital brasileiro

Especialistas do setor avaliam que o recurso pode representar um novo canal de receita para influenciadores digitais e ampliar a concorrência entre marketplaces. O modelo de social commerce, que une redes sociais e comércio eletrônico, já vinha em expansão no país por meio de aplicativos como TikTok e Instagram.

Com a entrada do YouTube nesse segmento, a expectativa é de que mais criadores de conteúdo migrem para formatos de vídeos voltados para conversão de vendas, principalmente transmissões ao vivo, que vêm ganhando força como estratégia comercial.

Como o consumidor pode comprar

Para o consumidor, a experiência é simples. Ao assistir a um vídeo, os produtos destacados aparecem na tela com preço e botão de compra, direcionando o usuário diretamente para a página do varejista parceiro. Assim, a jornada de compra acontece sem a necessidade de sair da plataforma, algo que o YouTube considera uma vantagem competitiva.

Mercado Livre e Shopee também afirmaram, em comunicados separados, que a integração ao YouTube Shopping representa uma oportunidade para ampliar ainda mais o alcance de seus catálogos no Brasil, aproveitando a grande base de usuários da plataforma, que ultrapassa 142 milhões de brasileiros conectados mensalmente, segundo dados da Comscore.

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