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Copa 2026: cartões já custaram mais de R$ 12,8 milhões para as seleções

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A disciplina dentro de campo também pesa diretamente no caixa das federações nacionais na Copa do Mundo 2026. Previstas no Código Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (FIFA), as multas por cartões amarelos e vermelhos reduzem o valor líquido da premiação que cada seleção recebe ao fim de sua participação no torneio.

Até o encerramento da primeira fase e dos 16 avos de final, a competição já contabilizou 214 cartões amarelos e 12 cartões vermelhos. Esses números evidenciam o elevado índice de advertências em uma Copa do Mundo que reúne, pela primeira vez, 48 seleções. Somadas, as multas já representam cerca de US$ 2,38 milhões (cerca de R$ 12,8 milhões).

Custo de cada cartão na Copa

O Código Disciplinar da FIFA estabelece penalidades financeiras para infrações cometidas durante a competição. Além das suspensões automáticas previstas para determinadas condutas, as seleções também respondem financeiramente pelas advertências recebidas por seus atletas.

As multas são de:

  • Cartão amarelo: US$ 10 mil (cerca de R$ 54 mil);
  • Cartão vermelho: US$ 20 mil (cerca de R$ 108 mil).

Na prática, cada falta mais dura, reclamação exagerada ou atitude antidesportiva representa um desconto direto na receita da seleção.

A partida entre México e África do Sul, na primeira rodada da Copa, já demonstrou o alto índice de cartões. Nesta partida, o árbitro brasileiro Wilton Pereira aplicou 3 cartões amarelos e 3 vermelhos | Foto: Reprodução/ FIFA
A partida entre México e África do Sul, na primeira rodada da Copa, já demonstrou o alto índice de cartões. Nesta partida, o árbitro brasileiro Wilton Pereira aplicou 3 cartões amarelos e 3 vermelhos | Foto: Reprodução/ FIFA

Mais de R$ 12 milhões em multas por cartões

Antes da bola rolar neste sábado, 4 de julho, pelas oitavas de final da competição, o levantamento aponta o seguinte balanço financeiro da indisciplina:

Cartões amarelos

  • 214 advertências;
  • US$ 2,14 milhões (R$ 11,56 milhões) em multas.

Cartões vermelhos

  • 12 expulsões;
  • US$ 240 mil (R$ 1,30 milhão) em multas;

Esse valor tende a continuar aumentando à medida que a Copa avança e, com ela, a tensão das fases mais decisivas.

Paraguai lidera o ranking e Brasil também acumula prejuízo

A seleção do Paraguai aparece como a equipe que mais recebeu cartões amarelos. Até o momento, a campanha paraguaia registra:

  • 9 cartões amarelos;
  • Multa acumulada de US$ 90 mil (R$ 486 mil).

Para federações de menor porte, uma perda de quase meio milhão de reais gera um impacto orçamentário real no desenvolvimento do futebol local. Além do prejuízo financeiro, o elevado número de advertências aumenta o risco de suspensões por acúmulo de cartões, o que pode comprometer o desempenho esportivo nas fases decisivas.

A Seleção Brasileira mantém um histórico disciplinar melhor que o do Paraguai, mas também já começa a sentir o impacto financeiro das advertências. Até a atual etapa da competição, já soma 7 cartões amarelos e uma multa de US$ 70 mil (R$ 378 mil).

Como funciona o desconto da premiação da FIFA?

O desconto da FIFA ocorre apenas ao término da participação de cada seleção, funcionando como uma retenção na fonte.

Na prática, o fluxo funciona da seguinte maneira:

  1. Todas as punições disciplinares são registradas jogo a jogo pela arbitragem;
  2. Os valores são consolidados ao final da campanha da seleção;
  3. A FIFA deduz automaticamente o total das multas da premiação destinada à federação nacional;
  4. A entidade responsável pela seleção recebe apenas o valor líquido.

Fair play vale milhões no orçamento do futebol

Embora as cifras pareçam pequenas diante da premiação total distribuída pela entidade, elas funcionam como um estímulo para que atletas e comissões técnicas mantenham maior controle emocional durante partidas de alta tensão.

Na Copa do Mundo de 2026, marcada pelo novo formato com 48 seleções e um número maior de jogos, a tendência é que também cresça o volume total de advertências. Isso faz com que a disciplina deixe de ser apenas uma questão técnica para se transformar também em um indicador financeiro.

Para as federações nacionais, evitar cartões significa preservar integralmente a premiação milionária recebida da FIFA. Em termos práticos, manter a disciplina protege receitas que, em vez de serem perdidas em punições, poderiam ser destinadas a investimentos em categorias de base, infraestrutura e programas de desenvolvimento do futebol local.

Sobre o autor Fernanda Evarista

Jornalista com qualificação em gestão esportiva e atuação na captação de recursos para a realização de projetos sociais de alto impacto

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