IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%
Ao vivo

Exportações de frango e carne bovina batem recordes no primeiro semestre de 2026

Por

·

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostram que as vendas externas de carne de frango e carne bovina alcançaram recordes em volume embarcado e receita, consolidando o Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho fortalece a balança comercial brasileira, amplia a entrada de dólares no país e impulsiona o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) por meio do agronegócio.

Destaques do Primeiro Semestre de 2026:

  • Carne Bovina: Trajetória de crescimento consistente em volume e receita, mantendo a liderança mundial.
  • Volume de Frango: 2,9 milhões de toneladas exportadas, 12,9% a mais em relação a 2025;
  • Faturamento de Frango: US$ 5,7 bilhões arrecadados, 17% na comparação anual;
  • Recorde Mensal (junho): 482,8 mil toneladas e receita de US$ 985,5 milhões (R$ 5,07 bilhões);
Exportações brasileiras de carne de frango atingiram recorde no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela forte demanda internacional e pelo crescimento das vendas para mercados asiáticos e do Oriente Médio | Foto: Reprodução/ pexels
Exportações brasileiras de carne de frango atingiram recorde no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela forte demanda internacional e pelo crescimento das vendas para mercados asiáticos e do Oriente Médio | Foto: Reprodução/ pexels

Carne de frango registra o melhor primeiro semestre da história

Segundo a ABPA, as 2,936 milhões de toneladas de carne de frango exportadas entre janeiro e junho de 2026 refletem tanto o aumento do volume embarcado quanto a valorização do produto no mercado internacional.

Somente em junho, o setor registrou o melhor resultado mensal da história. De acordo com a associação, o desempenho foi impulsionado pela recuperação da demanda em diversos mercados e pela ampliação das vendas para países asiáticos, do Oriente Médio e da África.

A China permaneceu como o principal destino da carne de frango produzida no Brasil, seguida por Japão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Essa ampla diversificação dos mercados funciona como uma excelente estratégia de gestão de risco global, reduzindo a dependência de poucos compradores e protegendo a receita brasileira contra oscilações no comércio internacional.

Carne bovina mantém ritmo forte

A carne bovina também apresentou desempenho expressivo no primeiro semestre de 2026, conforme dados da Abiec. A combinação entre elevada produção nacional, habilitação de novas plantas frigoríficas e abertura de novos mercados permitiu ampliar os embarques mesmo em um cenário de instabilidade econômica global.

A China continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por uma parcela significativa das exportações. Na sequência aparecem Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Chile, Egito e países da União Europeia.

O desempenho reforça a competitividade da pecuária brasileira, reconhecida internacionalmente pela escala de produção, rastreabilidade e capacidade de atender diferentes exigências sanitárias.

Balança comercial e o efeito multiplicador na economia brasileira

O avanço das vendas externas de proteínas animais representa um importante impulso macroeconômico. A comercialização de carne no exterior gera bilhões de dólares em receitas, fortalece a balança comercial e estimula investimentos em infraestrutura (Capex). Este crescimento gera um efeito multiplicador do emprego, beneficiando trabalhadores em frigoríficos, transportadoras, portos e propriedades rurais, além de ampliar de forma robusta a arrecadação de impostos nacionais.

Mercado interno e o desafio da inflação de alimentos

Embora os recordes beneficiem o setor produtivo e o PIB, as exportações podem influenciar o bolso do consumidor brasileiro. Pelo conceito de paridade de exportação, quando o preço internacional em dólar está atraente, a oferta doméstica tende a ficar mais ajustada, o que pode provocar pressões inflacionárias nos preços da carne e do frango no mercado interno.

Por outro lado, entidades do setor destacam que a alta capacidade de produção de proteína animal do Brasil reduz o risco de desabastecimento. Investimentos contínuos em tecnologia, genética e nutrição animal contribuem para elevar a produtividade, ajudando a equilibrar a oferta entre o consumo interno e o comércio global.

Sobre o autor Fernanda Evarista

Jornalista com qualificação em gestão esportiva e atuação na captação de recursos para a realização de projetos sociais de alto impacto

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade