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Sem Fronteiras: novo programa do SuperFinanças mostra como cidades se conectam ao mundo

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O mundo está cada vez mais conectado, e decisões tomadas em uma cidade podem influenciar pessoas que vivem a milhares de quilômetros dali. É a partir dessa ideia que nasce o Sem Fronteiras, projeto documental do SuperFinanças apresentado pelo jornalista Nathan Farias.

O programa percorre diferentes cidades do mundo para mostrar como economia, cultura, tecnologia, inovação e pessoas se misturam e criam relações entre diferentes partes do planeta. Em vez de tratar a globalização apenas como um conceito, Nathan vai aos lugares para conhecer quem vive essas transformações e contar essas histórias.

Os episódios têm cerca de 10 minutos e também podem ser divididos em três conteúdos menores. O formato combina entrevistas, experiências do apresentador e imagens dos locais visitados, com uma abordagem documental que busca conectar passado, presente e futuro.

Sem Fronteiras: novo programa do SuperFinanças mostra como cidades se conectam ao mundo
O primeiro episódio foi produzido na Cidade do Cabo, na África do Sul, durante um projeto-piloto | Foto: Reprodução / Divulgação / Sem Fronteiras

Nathan também gravou uma edição em Nova York. A proposta é levar o programa para outras cidades e continentes.

O Sem Fronteiras pode ser acompanhado pelo canal do SuperFinanças, no LG Channels, canal 146, plataforma de streaming gratuita da LG. Confira a seguir todos os detalhes do programa:

Nathan Farias comanda o Sem Fronteiras

Sobre o que é o Sem Fronteiras e qual é a principal proposta do programa?

O Sem Fronteiras é um projeto documental, com minidocumentários e reportagens em que eu viajo até cidades para mostrar como as pessoas estão se movimentando e como esses lugares estão criando relações com o resto do mundo. Não é exatamente sobre imigração. É sobre como uma cidade pode criar relações com outros lugares a partir daquilo que tem para oferecer em tecnologia, cultura, inovação e também pelas pessoas que fazem aquela cidade acontecer.

O que vocês vão discutir e que tipo de histórias e soluções econômicas o telespectador vai conhecer?

Minha ideia é sempre fazer um paralelo entre passado, presente e futuro. Quando falo de passado, entro na cultura, na arte e na natureza de cada lugar, inclusive no que já existia ali antes da chegada do ser humano. O presente é o momento que aquela cidade está vivendo. E o futuro é entender para qual caminho ela está indo e qual papel pode ocupar no mundo.

Na África do Sul, por exemplo, existe toda uma discussão sobre a posição que o país vem ganhando. Então eu tento entender o que esse momento representa, o que está mudando e como isso pode transformar o lugar daqui para frente.

Como surgiu a ideia do programa e por que vocês decidiram olhar para experiências de outras cidades e países?

A gente queria trazer para o SuperFinanças um projeto que falasse sobre cidades inteligentes e mostrasse a globalização de uma forma mais palpável. Muito se fala sobre a internet ter mudado a relação entre os países, mas pouco a gente consegue enxergar isso acontecendo de verdade.

Então a gente quis viajar para esses lugares, escutar as pessoas, entender como elas enxergam o próprio lugar diante do mundo e mostrar tudo isso de uma maneira agradável. Existem muitos programas de viagem e muitos projetos audiovisuais feitos em outros países, mas a gente sentiu falta de algo mais documental, que falasse de finanças de uma forma leve e mostrasse essa conexão entre as cidades.

Como foi produzir o Sem Fronteiras diretamente da África do Sul? Teve algum desafio ou situação que marcou essa experiência?

Foi uma coisa muito doida porque esse episódio foi o piloto do projeto. Eu fiz cerca de 90% da produção. Na África do Sul, fui conversando com pessoas, conhecendo gente e descobrindo pelo caminho quais histórias eu queria colocar no programa.

Os personagens foram aparecendo muito pelo boca a boca. Uma pessoa me apresentava outra, que me levava para outra, e assim fui construindo o episódio.

Também me apaixonei pela Cidade do Cabo. Encontrei muita semelhança com o Brasil na forma como as pessoas são, no acolhimento e na maneira aberta de receber quem chega. Ao mesmo tempo, a história do apartheid é muito presente. A separação entre bairros e comunidades ainda pode ser percebida na cidade.

E o episódio termina no Cabo da Boa Esperança, que foi um lugar muito marcante para mim. É um espaço lindo, mas também tem uma história muito importante para o comércio e para a navegação. Foi um daqueles dias em que eu pensei que a história daquele lugar daria um documentário inteiro.

O que muda na proposta para Nova York?

A Cidade do Cabo e Nova York são quase dois opostos dentro da proposta do programa. A Cidade do Cabo representa um movimento de ascensão, de um lugar que está ganhando espaço e se posicionando no mundo.

Nova York já foi e ainda é um grande centro comercial, principalmente no Ocidente, mas hoje disputa espaço com outros lugares e vive um momento diferente. Por isso, o foco ali passa muito pela imigração e pela importância das pessoas que vêm de fora para fazer a economia da cidade funcionar.

Uma coisa que aparece bastante em Nova York é o choque cultural. Pessoas chegam de diferentes partes do mundo e precisam se adaptar a uma maneira diferente de lidar com dinheiro, trabalho, saúde, aposentadoria e investimentos.

O que o telespectador pode esperar ao longo do programa: entrevistas, análises, experiências em campo?

São episódios de aproximadamente 10 minutos, que também podem virar três episódios menores, de cerca de três minutos. É um programa feito com entrevistas, mas também com muita experiência em campo.

Na África do Sul, conversei com Nufal, coordenador de uma escola de intercâmbio que lida diretamente com pessoas que chegam ao país para estudar, trabalhar, viajar ou se desenvolver. Também conversei com uma pessoa ligada a uma empresa de tecnologia que chegou ao país.

Não é um vlog de viagem. É um trabalho mais documental, com imagens do lugar, das pessoas, uma fotografia mais bonita e uma história que eu vou contando. A ideia é mostrar o que está acontecendo ali e ouvir quem está vivendo aquilo.

Existe alguma história ou solução que você conheceu durante as gravações e que considera especialmente representativa do que o Sem Fronteiras quer mostrar?

Na Cidade do Cabo, uma história que representa muito isso é o movimento de empresas de tecnologia chegando à África do Sul. Tem, por exemplo, uma empresa holandesa que foi para lá. É uma movimentação que mostra que o país está ganhando importância e que isso já está acontecendo agora.

Em Nova York, conversei com Larissa, que é presidente de uma organização não governamental que oferece educação financeira para imigrantes. Foi muito interessante entender como pessoas de diferentes países chegam aos Estados Unidos com visões completamente diferentes sobre dinheiro.

Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe saúde pública da mesma forma que no Brasil. Então a pessoa precisa pensar em uma reserva para saúde. Também precisa pensar em aposentadoria privada. Quando você muda de país, não muda apenas de endereço; muda a maneira como precisa organizar a própria vida financeira.

Qual foi o maior aprendizado que essa experiência trouxe para você como apresentador?

O maior aprendizado foi perceber que todo lugar tem muito mais histórias do que a gente consegue enxergar de primeira. A gente chega com uma ideia, com a câmera e com um roteiro, mas, quando está lá, percebe que sempre existe algo a mais para contar.

O que eu mais gosto no Sem Fronteiras é justamente essa sensação de que ele não tem fim. Cada cidade tem muita história, muita gente querendo falar e muita gente querendo mostrar a própria realidade.

Viajar também me mostrou ainda mais que as cidades não são isoladas. Elas estão sempre conectadas, mesmo quando cada país tem sua própria moeda e sua própria cultura. Para mim, como contador de histórias, isso foi muito importante e me transformou como pessoa.

A ideia agora é levar o Sem Fronteiras para outros países, outros continentes e continuar mostrando como o mundo se conversa.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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