Durante o Rio Innovation Week 2025 (RIW), o painel “Publicidade, Produto e Produção”, no palco Conexão Digital, reuniu Pedro Lanhas Schmid Gelli e Lucas Santos Continentino de Assunção, fundadores da Curta Hub, para discutir como marcas e criadores podem prosperar no ecossistema digital.

A Curta Hub é uma startup de influenciadores que, por meio de conexões, alcança o público com projetos de marketing, produtos e experiências.
A engrenagem por trás dos influenciadores
O uso estratégico de influenciadores foi apontado como um dos motores da economia criativa. “Entender a velocidade da internet e estar atento a tudo é essencial. Casos como o da Manu Cit, com a Guday, mostram movimentos que já eram tendência nos Estados Unidos e só agora chegam ao Brasil”, afirmou Lucas Continentino.
Pedro Gelli destacou que, mais do que quantidade, é a qualidade que sustenta o crescimento: “Você não precisa ter uma boa frequência, e sim uma boa qualidade”. Segundo ele, a visão analítica sobre o negócio é o que garante evolução constante.
Além disso, Pedro explica que sair do posicionamento de “criador automático” para “criador analítico” é extremamente importante, considerando que você passa a ver os vídeos e o mercado com outros olhos. “Você passa a replicar o que dá certo e encurta os caminhos”, ressalta. Essa mudança de postura permite que o criador compreenda melhor os dados de engajamento, identifique padrões e tome decisões mais estratégicas sobre formatos, temas e parcerias.
Construindo nichos e comunidades
Para conquistar uma comunidade fiel, Gelli defende que criadores sejam capazes de se tornar o próprio nicho. “Os influenciadores que fazem várias coisas e as pessoas acompanham por quem eles são conseguem gerar laços mais duradouros”, disse.
Lucas complementou que é preciso acompanhar a transformação dos formatos e das expectativas do público. A comunicação deve ser rápida e assertiva: “A internet exige agilidade, porque ninguém tem tempo para perder — apesar de perder muito tempo”.
Essa agilidade se reflete na forma como os conteúdos são consumidos e compartilhados. Criadores que conseguem se adaptar rapidamente às mudanças de comportamento e linguagem têm mais chances de manter relevância e engajamento.
FOMO e o impulso criativo
O painel também abordou o papel do FOMO (fear of missing out, em tradução, medo de perder) na aceleração do consumo de conteúdo. Estratégias que exploram esse fenômeno, aliado à autenticidade e relevância, têm maior potencial de viralizar.
Outro ponto discutido foi a diferenciação entre tipos de criadores: educadores, que ensinam; conteudistas, que informam; e criadores de conteúdo, que entrelaçam entretenimento, produto e narrativa. Entender essas categorias ajuda a definir parcerias, formatos e formas de monetização mais eficazes.
Mais do que um fenômeno cultural, a economia criativa tem peso crescente na economia global. No Brasil, o marketing de influência movimentou R$ 10,5 bilhões em 2023, segundo o estudo “Creators e a Economia da Influência”, realizado pela YOUPIX.
Esse mercado transforma creators em micro e macroempresas capazes de gerar empregos, impulsionar vendas e lançar tendências de consumo. Plataformas como Instagram, TikTok e YouTube funcionam como vitrines e pontos de venda, encurtando o caminho entre desejo e compra.
No atual cenário, marcas que compreendem essa dinâmica e investem na construção de narrativas autênticas ao lado de criadores tendem a não apenas vender mais, mas também conquistar defensores e embaixadores de longo prazo.
Sobre o Rio Innovation Week (RIW)
O Rio Innovation Week é um dos maiores eventos de inovação, tecnologia e empreendedorismo da América Latina. Realizado anualmente no Rio de Janeiro, reúne startups, investidores, empresas e especialistas para debater soluções que transformam o futuro dos negócios e da sociedade. Com dezenas de palcos temáticos e centenas de painéis, o evento se consolida como um espaço de conexão entre ideias, pessoas e oportunidades.


