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Seu Jorge, Alane Dias e superintendente do BNDES participam de mesa sobre clima na Rio Innovation Week

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Com o tema “Natureza como Infraestrutura: Inovação e Soluções para o Clima”, uma mesa sobre soluções para o clima reuniu, nesta quinta-feira, seis de agosto no terceiro dia da Rio Innovation Week, os CEOs Júlio César Torres Ribeiro e Thiago Frias Picolo Peres, a atriz Alane Dias, o artista Seu Jorge e Nabil Moura Kadri, superintendente da área de Meio Ambiente do BNDES.

Mediada por David Fein e parte da Agenda Portadora do Futuro, a plenária discutiu as iniciativas do The Earthshot Prize, além de temas como sustentabilidade, inovação e justiça climática.

Seu Jorge, Alane e superintendente do BNDES participam de mesa sobre clima na Rio Innovation Week
Durante o encontro, o representante da premiação também anunciou a meta de ampliar para 150 o número de finalistas até 2030 | Foto: Reprodução / Divulgação / RIW

Prêmio Earthshot prevê aumento do número de finalistas em 2030

Durante o evento, David Fein, representante do The Earthshot Prize, anunciou a meta de expandir o prêmio para 150 finalistas de todo o mundo até 2030. Criada em 2020 pelo príncipe William da Inglaterra, a premiação de sustentabilidade reconhece soluções inovadoras para os principais desafios ambientais e concede £1 milhão aos vencedores. Na edição mais recente, realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, foram selecionados 65 finalistas.

O Prêmio Earthshot foi criado com o objetivo de encontrar lideranças e organizações globais que promovam soluções sustentáveis e de impacto na luta pela justiça climática, encontrando caminhos que resolvem desde a poluição nas águas à transformação do processamento do resíduo orgânico.

A premiação busca articular inovação, investimento e escala, conectando inovadores com investidores. “O verdadeiro progresso para a justiça climática e sustentabilidade se dá em escala”, afirmou David Fein.

BNDES e novos investimentos

Nabil Moura Kadri, superintendente da área de Meio Ambiente do BNDES, abriu a mesa falando sobre o esforço do banco em investir em projetos de energia sustentável e apoiar iniciativas de fortalecimento das florestas. “Hoje a restauração de florestas é a tecnologia mais eficiente, rápida e barata para resolver as consequências causadas pelas mudanças climáticas”, afirmou.

O BNDES também tem direcionado seu foco para investimentos diretos em territórios indígenas e para o fortalecimento de empresas que se alinhem com ações não reembolsáveis em todos os biomas brasileiros, por meio de projetos de sustentabilidade.

Anúncio de parceria entre as empresas CENIBRA e RE.Green

A mesa também marcou o anúncio de uma parceria entre a CENIBRA, empresa do setor de celulose e produção de papel, e a RE.green, empresa especializada em restauração ecológica em larga escala.

Como parte da iniciativa, a RE.Green será responsável pelo reflorestamento de cerca de 5 mil hectares de áreas da CENIBRA que foram afetadas por queimadas e ações humanas.

Localizada na Mata Atlântica, a CENIBRA destina atualmente 40% de sua área à preservação da fauna e da flora. Segundo as empresas, a parceria nasce do compromisso conjunto em valorizar a floresta brasileira, promover sua recuperação e evidenciar sua importância para o enfrentamento da crise climática e para a conservação da biodiversidade.

Seu Jorge e Alana Dias na agenda da justiça climática

Durante a mesa, a atriz Alane Dias defendeu a compreensão de cultura para além das manifestações artísticas. Para ela, a cultura também significa mobilização popular e participação social. Como exemplo, ela destacou a recente parceria de grandes empresas junto a ativistas ligados à justiça climática e ressaltou a importância da opinião pública para o debate.

Já Seu Jorge foi anunciado como embaixador do The Earthshot Prize. Ao comentar sobre sua participação na cerimônia realizada no Rio de Janeiro no ano passado, ele expressou a emoção pelo convite para integrar um projeto que reuniu inovadores e lideranças de diferentes partes do mundo.

O artista destacou o impacto de conhecer iniciativas voltadas para soluções ambientais e comemorou a presença de brasileiros entre os finalistas do prêmio, considerado um dos mais importantes reconhecimentos internacionais voltados à sustentabilidade.

Tanto Seu Jorge quanto Alane defenderam que a cultura e a música têm papel ativo e necessário no enfrentamento da crise climática, principalmente como ferramentas de democratização de temas ambientais.

Sobre o autor Ana Beatriz Barbosa

Estudante de Jornalismo na PUC-Rio, aventura-se pelas letras desde os 11 anos de idade. Escritora e comunicadora, construiu uma trajetória atravessada por diferentes campos — da educação à comunicação, passando pela produção cultural, pelo audiovisual e pela escrita. Seu norte começou na educação; seu sul tornou-se a comunicação.

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