Mãe e CEO: liderança, culpa e os novos equilíbrios da alta performance
Com uma plateia majoritariamente feminina, lotada e atenta — com muitas pessoas assistindo até mesmo em pé —, o painel reuniu executivas para discutir os desafios de conciliar maternidade e alta performance profissional.

Na trajetória, tornou-se mais empática com mães que vivem a dupla jornada e que trabalham presencialmente, e defendeu a construção de ambientes de duplo respeito — lugares onde as pessoas gostem de estar, com liberdade e flexibilidade para participar também de eventos dos filhos.
Izabel Barbosa, mãe de um bebê de 10 meses, trouxe a pergunta que resume o dilema de muitas executivas: como continuar performando sem adoecer? Ela contou que sempre foi uma pessoa centralizadora e achava que a maternidade reduziria sua atuação profissional — que ela iria “se apequenar”. Mas foi diferente: precisou aprender a delegar mais e a descentralizar atividades. Segundo Izabel, a maternidade tira a segurança da clareza e da certeza, e ensina a valorizar o próprio papel e a estruturar negócios mais saudáveis, que dependem cada vez menos de uma única pessoa e cada vez mais de um coletivo.


