Incertezas
A Inteligência Artificial tem sido usada em muitas tarefas no nosso dia a dia, mas todo cuidado é pouco. Profissionais da área da saúde chamam a atenção para as falhas que podem ser cometidas pelos algoritmos se não forem abastecidos com informações precisas, seja sobre o paciente, seja sobre o procedimento a que será submetido. Caso houvesse uma insuficiência de dados no prontuário, quem seria o responsável pelo erro do diagnóstico?
São perguntas que não querem calar e que terão de ter respaldo da equipe que analisa o projeto da implantação do primeiro Hospital Inteligente.
Por exemplo, será que um dia chegaremos ao centro cirúrgico de um hospital público e vamos nos deparar com um monte de robozinhos? Nos hospitais particulares, a cirurgia robótica já é uma realidade.
Fico imaginando robozinhos transitando pelos corredores, recepcionando os pacientes, administrando as farmácias hospitalares, prescrevendo medicações. Acho que essas cenas estão próximas de acontecer, e penso na luta do SUS pela humanização do atendimento ao cidadão.
Logo vem à minha mente a eterna queda de braço entre a ciência e a religião pelo domínio da “partícula de Deus”, apelido dado ao bóson de Higgs, partícula subatômica fundamental para os cientistas entenderem como se deu a formação do universo.
Estamos prestes a acessar um caminho sem volta. Só me resta dizer: “Vamos com calma que o andor é de barro.”


