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Como a IA vai remodelar o comportamento humano até 2035?

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Oportunidades também existem

Apesar das preocupações, o relatório também aponta caminhos positivos. Vários especialistas acreditam que a IA pode servir como uma aliada da humanidade, desde que seja desenvolvida e utilizada de forma ética e consciente. Por exemplo, ela pode ajudar a personalizar o ensino, melhorar o atendimento à saúde mental e promover colaborações globais mais eficazes.

A IA pode permitir que os humanos se concentrem em atividades mais significativas, deixando tarefas repetitivas para os agentes digitais. Há até quem preveja um “novo Iluminismo”, em que as pessoas terão mais tempo e liberdade para explorar sua espiritualidade, criatividade e bem-estar emocional.

No entanto, há um alerta importante: conforto em excesso pode nos deixar acomodados. Quando tudo se torna fácil, é comum perder a motivação para crescer e buscar novos desafios. Por isso, mesmo com a ajuda da tecnologia, será necessário manter viva a chama da curiosidade e do esforço pessoal.

Agência humana em risco

Um dos aspectos mais delicados discutidos no estudo é a possível perda da autonomia individual. Quase metade dos especialistas entrevistados teme que a IA vá, pouco a pouco, minar nossa capacidade de tomar decisões de forma independente. Isso é especialmente preocupante em áreas como saúde, direito e finanças, onde decisões importantes podem ser transferidas para algoritmos.

O problema, mais uma vez, é que as pessoas talvez nem percebam essa mudança. Se os sistemas de IA forem eficientes, rápidos e aparentemente neutros, pode parecer mais fácil confiar neles do que usar nosso próprio julgamento. Mas isso pode nos tornar dependentes e menos preparados para lidar com situações complexas por conta própria.

Algumas previsões indicam que, no futuro, pode se tornar comum delegar até mesmo as interações sociais a sistemas inteligentes. Esses agentes digitais poderiam decidir, por exemplo, se vale a pena conhecer alguém pessoalmente, com base em dados de compatibilidade. Essa prática pode reduzir ainda mais o contato humano verdadeiro.

Leia também: 40% das habilidades no trabalho ficarão obsoletas, diz Fórum Econômico Mundial

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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