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Setor financeiro é o 2º mais atacado por hackers, aponta relatório

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O setor financeiro é hoje o segundo mais atacado por hackers no mundo, de acordo com o Data Breach Investigations Report 2025, relatório anual da empresa americana Verizon. O estudo analisou mais de 22 mil incidentes de segurança digital entre novembro de 2023 e outubro de 2024 — sendo que 12 mil resultaram em vazamentos reais de dados.

Bancos, corretoras, fintechs e seguradoras estão entre os alvos preferenciais de ataques virtuais. Não é difícil entender o porquê: essas empresas movimentam grandes quantidades de dinheiro e armazenam informações altamente valiosas, como dados bancários, documentos e senhas de milhões de clientes.

Hackers usam IA contra o setor financeiro
O Data Breach Investigations Report 2025, da empresa americana Verizon, revelou que esse setor é o segundo mais atacado do mundo | Foto: Reprodução/ Canva

Os criminosos digitais — também chamados de hackers ou cibercriminosos — têm usado técnicas cada vez mais sofisticadas para invadir sistemas, roubar dados ou aplicar golpes. O relatório mostra que, globalmente, o setor financeiro só perde em número de ataques para a área da saúde, que lidera o ranking devido ao grande volume de dados pessoais que gerencia.

O que mais assusta nos dados

No Brasil, a situação é ainda mais preocupante. Segundo um levantamento da empresa ISH Tecnologia, só no primeiro trimestre de 2025 foram registradas mais de 132 mil tentativas de ataque a empresas do setor financeiro no país. Isso representa cerca de 20% de todos os ataques digitais registrados no Brasil nesse período.

Ou seja: cada instituição do setor sofre, em média, mais de duas tentativas de invasão por dia.

O relatório da Verizon também revela que 60% das violações de dados têm origem em erro humano. Isso inclui desde funcionários que clicam em links maliciosos por engano até falhas de configuração em sistemas.

Outra ameaça crescente é o ransomware — um tipo de vírus que “sequestra” os dados da empresa e exige o pagamento de um resgate para liberar o acesso. Quase metade dos vazamentos analisados pela Verizon (44%) envolveu esse tipo de ataque. Em muitos casos, os criminosos nem pedem dinheiro, apenas roubam e vazam os dados publicamente, o que pode causar sérios danos à imagem e à confiança da empresa.

O relatório também destaca o uso crescente de inteligência artificial (IA) por parte dos criminosos. A IA tem sido usada para criar mensagens falsas mais convincentes, simular vozes humanas e até automatizar ataques. Segundo o estudo, o uso dessas tecnologias dobrou nos últimos anos.

Como se proteger dos ataques de hackers

Os especialistas são claros: nenhuma empresa está 100% segura, mas é possível reduzir muito o risco adotando boas práticas de segurança. Entre as principais recomendações estão:

  • Treinar os funcionários para reconhecer tentativas de golpe, como e-mails falsos ou mensagens suspeitas;
  • Usar senhas fortes e ativar a autenticação em dois fatores (como o envio de um código por SMS);
  • Fazer backups regulares dos dados em locais seguros e fora da rede principal;
  • Investir em soluções modernas de segurança, como proteção para e-mails, nuvens e APIs (interfaces que conectam sistemas);
  • Exigir segurança também dos fornecedores, que muitas vezes são porta de entrada para ataques indiretos.

Além disso, é importante criar uma cultura de segurança digital dentro das empresas. Isso significa que todos os setores — não só o de tecnologia — devem entender os riscos e participar da proteção dos dados. Afinal, como mostra o relatório, os ataques nem sempre começam por falhas técnicas, mas por descuidos humanos.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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