Resposta do setor e próximos passos
Após a série de ataques, instituições financeiras e reguladores intensificaram medidas de proteção. O Banco Central reforçou orientações sobre monitoramento em tempo real de operações e solicitou auditorias adicionais em empresas terceirizadas que atuam como intermediárias tecnológicas.
Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) tem defendido investimentos contínuos em cibersegurança, com destaque para sistemas de inteligência artificial voltados à detecção de fraudes. De acordo com relatório divulgado pela entidade em 2025, os bancos brasileiros investem em média R$ 3 bilhões por ano em tecnologia de segurança da informação.
O caso da Monbank será acompanhado de perto pelas autoridades, dado que envolve valores menores em comparação com ataques anteriores, mas reforça o padrão de recorrência em curto espaço de tempo.
O papel das fintechs no ambiente de risco
As fintechs, como a Monbank, desempenham papel crescente na oferta de crédito e serviços digitais no Brasil. Desde que receberam regulamentação específica em 2018, passaram a operar com maior capilaridade. A Monbank, por exemplo, atua como Sociedade de Crédito Direto (SCD), modalidade autorizada pelo Banco Central desde 2021.
Com maior exposição digital e integração em tempo real a sistemas críticos, essas instituições também se tornaram alvo frequente de ataques. O desafio é equilibrar inovação e agilidade com investimentos robustos em segurança cibernética.


