Banco Central teve concurso recente
Esse novo pedido é semelhante ao que o Banco Central já tinha feito nos anos anteriores, mas agora com mais vagas. Isso mostra que a situação do quadro de servidores ainda é preocupante.
Atualmente, continua em andamento o último concurso para o cargo de auditor, autorizado em 2023 e teve edital publicado em janeiro de 2024. Esse concurso ofereceu 100 vagas imediatas e 200 para cadastro de reserva. O “cadastro de reserva” serve para o banco ter uma lista de aprovados caso precise chamar mais gente no futuro.
As vagas desse concurso foram divididas entre duas áreas:
- Economia e Finanças;
- Tecnologia da Informação (TI).
As provas foram organizadas pelo Cebraspe e tiveram questões objetivas (múltipla escolha), discursivas (respostas escritas), análise de títulos, verificação da vida do candidato e um curso obrigatório chamado Procap (Programa de Capacitação), que funciona como uma fase extra de treinamento.
Os 100 aprovados nas vagas imediatas foram nomeados em maio de 2025, e a posse (quando o servidor começa a trabalhar) está prevista para o dia 22 de maio. Como o concurso tem validade de seis meses (podendo ser prorrogado por mais seis), o Banco Central ainda pode chamar os candidatos que estão no cadastro de reserva até o final do ano.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já pediu à ministra da Gestão, Esther Dweck, para permitir a nomeação desses 200 candidatos que estão na reserva. Segundo ele, o Banco está com apenas 49% do seu quadro completo, o que prejudica o funcionamento e a segurança do Sistema Financeiro do país.
Com menos da metade dos servidores necessários, o Banco Central passa por dificuldades para manter os serviços funcionando bem e ainda avançar em projetos importantes, como o sistema Pix, o Drex (a moeda digital brasileira), o Open Finance (sistema financeiro aberto) e melhorias na fiscalização dos bancos.
Esse novo pedido do Bacen faz parte de um movimento maior de vários órgãos públicos que também solicitaram concursos. Até o final de maio, outros órgãos como Receita Federal, Antaq, CGU, Anatel, entre outros, enviaram seus pedidos ao Ministério.


