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Dólar cai 2%, a R$ 5,47, com sinais de corte de juros nos EUA; na semana sobe 0,22%

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O dólar reverteu os ganhos registrados no dia anterior e fechou em forte queda frente ao real nesta sexta-feira (23), em meio à sinalização de corte de juros nos Estados Unidos pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 5,47, uma queda de 2% em relação ao fechamento anterior. Contudo, ao longo da semana, a divisa acumulou uma alta de 0,22%.

Impacto das declarações de Powell no dólar

A queda do dólar foi desencadeada após Jerome Powell afirmar, durante o simpósio de Jackson Hole, que “chegou a hora” de ajustar a política monetária dos Estados Unidos, indicando um provável corte na taxa de juros já em setembro. Powell destacou que os riscos de alta da inflação diminuíram significativamente, enquanto os riscos de queda no emprego aumentaram, justificando a necessidade de um afrouxamento na política monetária.

As declarações de Powell geraram uma onda de otimismo nos mercados globais. As ações em Wall Street avançaram, os rendimentos dos Treasuries caíram, e o índice dólar (DXY), que mede a performance da moeda americana frente a uma cesta de seis moedas, recuou 0,80%, para 100,69 pontos.

Reação do mercado e seus efeitos

Com a perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos, investidores voltaram sua atenção para ativos de maior risco, como as ações e moedas de países emergentes, resultando na queda do dólar globalmente. O real se beneficiou desse movimento, levando a moeda americana a fechar em baixa de quase 2% no Brasil.

Internamente, as atenções dos investidores também estão voltadas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, prevista para setembro. O mercado precifica com 90% de probabilidade uma alta de 25 pontos-base na taxa Selic, atualmente em 10,50% ao ano. Outros 10% apostam na manutenção dos juros.

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O futuro do dólar e da política monetária

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continua sendo um fator relevante para a atratividade do real frente ao dólar. Uma taxa de juros mais baixa nos EUA pode fortalecer a moeda brasileira, tornando o país mais atraente para o capital estrangeiro.

Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, alerta que, caso o Banco Central brasileiro opte por não aumentar a Selic na próxima reunião, o real pode enfrentar desvalorização adicional, enquanto os juros de longo prazo tendem a subir. “Se o BC não subir juros, o mercado sobe por conta própria”, pontuou Gala, referindo-se à possível reação dos investidores.

Com a sinalização de corte nos juros nos Estados Unidos, os próximos passos do Banco Central brasileiro serão decisivos para a trajetória do câmbio e da economia brasileira nos próximos meses. O cenário global e a resposta da autoridade monetária local definirão o rumo do dólar e seu impacto na economia.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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