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Transações pix crescem 61% no primeiro semestre de 2024

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Pesquisa realizada pela Febraban mostra que as ações realizadas com pix crescem nos seis primeiros meses do ano

As operações financeiras feitas com pix no primeiro semestre de 2024 totalizaram 29 bilhões, um aumento de 61% em relação ao mesmo período do ano passado. As operações feitas com pagamento instantâneo nos seis primeiros meses do ano superaram todas as outras formas de pagamento somadas (cartões de crédito, de débito, pré-pago, boleto, TED e cheque) que totalizaram juntos  24,2 bilhões. 

Pix
Transações via pix bateram recorde em setembro – Foto: Reprodução/Canva

É o que revela o levantamento da Febraban sobre os meios de pagamento, com base nos números divulgados pelo Banco Central e pela Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abescs). 

Na comparação entre os semestres, registraram crescimento as transações com cartão pré-pago (alta de 22%), cartão de crédito (+13,1%), cartão de débito (+1,2%). Operações com boletos não registraram variação, enquanto caíram as transações com TED (-9,1%) e cheques (-35,6%).

Em relação aos valores transacionados, o pix só perde o primeiro lugar para as operações feitas com a TED, cuja soma foi de R$ 20 trilhões no primeiro semestre de 2024, enquanto a ferramenta de pagamentos instantâneos registrou R$ 12 trilhões. 

Os boletos ficaram na terceira colocação com R$ 3 trilhões, seguidos de cartão de crédito (R$ 1,3 trilhão), cartão de débito (R$ 486 bilhões), cheques (R$ 235 bilhões).

Na comparação semestral, os valores transacionados com o pix cresceram 71,4%, as com cartão pré-pago 24,8%, seguidos de cartão de crédito (18,1%). Os valores transacionados com boletos registraram R$ 3 trilhões em ambos os semestres. Apresentaram queda nas variações semestrais os valores transacionados com TED (-4,7%), cartão de débito (-0,2%) e cheques (-26,5%).

“Os números mostram mais uma vez a importância do Pix na inclusão financeira do brasileiro. É um sucesso nacional e um exemplo internacional. Não é à toa que o DOC, com 37 anos de uso, foi descontinuado pelo mercado financeiro no último mês de fevereiro, principalmente pelo fato do uso maciço do Pix”, afirma Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban.

As operações do pix continuam em ascensão e batem consecutivos recordes. No último dia 06 de setembro, as transferências da ferramenta de pagamento registraram 227,4 milhões, batendo o recorde diário anterior de 5 de julho, de 224,2 milhões de operações.

Faria também ressalta que o levantamento mostra que a população está usando o pix como meio de pagamento de menor valor, como previsto no lançamento da ferramenta, o que provoca o aumento aconteça em um ritmo acelerado não pagamentos rotineiros do dia a dia. Seu tíquete médio no primeiro semestre deste ano ficou em R$ 410.

“O e-commerce também está oferecendo a opção de pagamento em Pix, muitas vezes com desconto, e há boletos com opção para pagamento na função de QRCode, o que ajudam a impulsionar as transações”, acrescenta Faria.

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Sobre o autor João Vitor Marliére

Graduando de jornalismo pela USCS, com passagens pela Editora Globo nos portais Inteligência Financeira e Valor Econômico

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