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Você é workaholic? Descubra e saiba como lidar com o vício em trabalho

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Trabalhar horas extras sem necessidade ou checar e-mails fora do expediente são hábitos comuns de quem é workaholic. A dedicação ao trabalho é importante, mas quando o trabalho passa a dominar todas as áreas da vida, os sinais de exaustão física e mental começam a aparecer. Com isso, surge a questão: você é workaholic? E, se for, como encontrar o equilíbrio?

O termo “workaholic” é uma junção das palavras “work” (trabalho) e “alcoholic” (alcoólatra), e se refere àqueles que têm uma compulsão incontrolável pelo trabalho, muitas vezes sem conseguir se desconectar. O que pode começar como uma dedicação ao emprego acaba se tornando uma fonte de estresse, ansiedade e problemas de saúde. Este comportamento é cada vez mais comum, especialmente em um mundo onde a tecnologia nos mantém conectados o tempo todo.

O que é o workaholismo?

Diferente de trabalhar longas horas ocasionalmente, o workaholismo envolve uma necessidade constante e quase irracional de estar sempre ocupado com tarefas relacionadas ao trabalho. Segundo a Harvard Business Review, workaholics sentem uma compulsão para trabalhar mesmo quando não há uma demanda real. Muitas vezes, o trabalho é usado como uma forma de lidar com inseguranças, ansiedade ou até mesmo para evitar desafios pessoais.

Além de não ser um diagnóstico clínico, o workaholismo é amplamente discutido em estudos que mostram seus efeitos negativos na saúde mental e física. A constante pressão para realizar tarefas pode causar insônia, depressão, fadiga crônica e até problemas cardíacos. O mais alarmante é: ser workaholic não necessariamente significa ser mais produtivo.

Como reconhecer se você é workaholic

Identificar o workaholismo pode ser o primeiro passo para melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Algumas perguntas para reflexão incluem:

  • Você sente ansiedade quando está desconectado do trabalho?
  • Trabalha fora do horário regular ou aos fins de semana sem necessidade?
  • Tem dificuldade em relaxar ou aproveitar o tempo livre?
  • Seus relacionamentos pessoais sofrem por causa do trabalho?

Se a resposta for “sim” para a maioria dessas perguntas, é possível que você seja um workaholic. O primeiro passo é reconhecer que esse comportamento pode ser prejudicial a longo prazo, não só para sua saúde, mas também para seu desempenho no trabalho.

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Como lidar com o workaholismo

trabalho presencial, engajamento. Foto: Reprodução/Canva

workaholic
Trabalho presencial gera menos produtividade, mas mais engajamento entre o time. É importante que os profissionais mantenham o foco em seu bem-estar de modo a evitar extremos. | Foto: Reprodução/ Canva

Felizmente, existem maneiras de superar o workaholismo e encontrar o equilíbrio ideal entre trabalho e vida pessoal. Veja algumas dicas práticas:

1. Reconheça o problema

O primeiro passo para mudar é reconhecer que há um problema. Reflita sobre seus hábitos e pergunte a si mesmo por que você sente essa necessidade constante de trabalhar. Muitas vezes, o medo do fracasso, a insegurança ou o desejo de aprovação são os fatores que impulsionam o workaholic a trabalhar demais. Ao entender a raiz do problema, é possível buscar soluções mais adequadas.

2. Redefina a urgência das tarefas

Uma das características do workaholic é enxergar todas as tarefas como urgentes, o que cria um ciclo de estresse constante. Uma maneira eficaz de combater isso é usar técnicas de priorização, como a Matriz de Eisenhower, que divide as tarefas em quatro categorias: fazer, delegar, adiar ou eliminar. Avaliar com clareza o que realmente é urgente ajuda a reduzir a pressão e permite focar no que é realmente importante.

3. Aprenda a dizer “não”

Muitos workaholics têm dificuldade em delegar tarefas ou em recusar novas atribuições, especialmente por serem perfeccionistas. No entanto, saber dizer “não” é essencial para preservar sua saúde mental. Estabeleça horários claros para encerrar o expediente e aprenda a delegar responsabilidades. Não é preciso fazer tudo sozinho, e a prática de delegar pode ajudar a construir uma equipe mais forte e colaborativa.

4. Estabeleça prazos realistas

O hábito de subestimar o tempo necessário para realizar tarefas é comum entre os workaholics. Isso leva a compromissos excessivos e prazos irreais. Uma técnica útil é cronometrar quanto tempo você realmente gasta em cada atividade. Essa prática não só ajuda a estabelecer prazos mais realistas, mas também a organizar melhor o seu dia.

5. Controle o diálogo interno

Muitas vezes, os workaholics são movidos por uma autocrítica severa. Pensamentos como “se eu não fizer isso agora, ficarei para trás” ou “as pessoas precisam de mim” podem manter a pessoa presa em um ciclo de trabalho interminável. Pratique a autocompaixão e desafie essas suposições. Lembre-se de que o sucesso a longo prazo exige equilíbrio e descanso.

6. Priorize o descanso

O descanso é essencial para recarregar as energias e manter a produtividade. Uma rotina noturna consistente, com horários regulares para dormir e acordar, pode ajudar a evitar o esgotamento. Embora seja difícil para um workaholic priorizar o descanso, é importante lembrar que o corpo e a mente precisam de tempo para se recuperar.

Ser dedicado ao trabalho é importante, mas quando o trabalho domina todos os aspectos da vida, os sinais de workaholismo podem aparecer. A chave para evitar o esgotamento e os problemas de saúde a longo prazo é encontrar um equilíbrio saudável. Ao seguir as dicas acima, você pode aprender a gerenciar melhor seu tempo, delegar tarefas e priorizar o descanso, garantindo assim uma vida mais equilibrada e produtiva.

O workaholismo não deve ser visto como um troféu ou uma medalha de honra. Pelo contrário, é um sinal de que algo precisa ser ajustado para que o sucesso no trabalho não venha à custa da sua saúde e felicidade.

Nós, do Super Finanças, conversamos com duas profissionais que entendem o prejuízo que o workaholismo pode causar na vida das pessoas, mas que ainda sim, uma delas segue uma rotina frenética. Fernanda Sampaio, analista de recrutamento e seleção, e Thaís Almeida, supervisora de uma grande empresa, ilustram diferentes abordagens à relação entre trabalho e vida pessoal.

Fernanda, aos 40 anos, encontra um equilíbrio dedicando-se intensamente durante o horário de trabalho, ela admite que ocasionalmente precisa ultrapassar os limites da jornada para atender demandas urgentes, dado que é a única responsável pela área de recrutamento e seleção em sua empresa. Apesar disso, evita se definir como workaholic, preferindo delimitar o tempo pessoal e profissional sempre que possível.

Já Thaís Almeida, aos 29 anos, reconhece que se considera workaholic. Com uma rotina que, frequentemente, excede às oito horas diárias e se estende até alguns fins de semana, ela admite que essa dedicação intensa pode prejudicar sua saúde mental. Para lidar com isso, Thaís busca estratégias como terapia e organização do tempo, embora reconheça que o autocontrole e a tentativa de limitar as horas de trabalho sejam desafios diários.

Essas duas histórias mostram que, enquanto algumas pessoas conseguem manter um equilíbrio saudável, outras encontram dificuldades maiores e precisam de apoio e medidas mais estruturadas para preservar sua saúde mental. Sendo assim, mantenham-se atentos as suas rotinas, para evitar um desgaste emocional e físico.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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