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MEC cria escuta nacional com professores de matemática para aprimorar ensino

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O Ministério da Educação (MEC) lançou uma iniciativa para melhorar o ensino de matemática no Brasil. Trata-se de uma pesquisa online direcionada aos professores da rede pública intitulada “Escuta Nacional de Professores e Professoras que Ensinam Matemática”.

A consulta ficará aberta até sexta-feira, 28 de março e tem como objetivo entender os desafios e necessidades enfrentados pelos docentes. Com isso, cerca de 600 mil professores poderão contribuir com informações valiosas para a criação de políticas públicas mais eficazes para o ensino da matemática.

Professores participando de pesquisa sobre ensino de matemática
O Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (Timss) divulgado em dezembro de 2024, revelou que 51% dos alunos de 9 anos no Brasil não conseguem resolver problemas matemáticos básicos |Foto: Reprodução/Freepik

O MEC acredita que ouvir os professores é fundamental para desenvolver estratégias educacionais que realmente ajudem na aprendizagem dos alunos. Para guiar os educadores na participação da pesquisa, foi criado o Guia Escuta Nacional de Professores e Professoras. Esse documento explica a importância da iniciativa e traz orientações detalhadas sobre como preencher o questionário.

Como funciona a escuta nacional

Os professores podem responder à pesquisa de forma anônima e independente. Para que a contribuição seja válida, é necessário preencher todo o questionário. As perguntas abordam diferentes aspectos do ensino da matemática, incluindo:

  • Informações sobre a formação e trajetória profissional dos professores;
  • Opiniões e desafios no ensino da matemática;
  • Condições de trabalho e ambiente escolar;
  • Métodos pedagógicos e materiais didáticos utilizados em sala de aula.

Os professores devem responder às perguntas de acordo com a realidade da escola onde atuam. Caso lecionem em mais de um local, podem preencher o questionário mais de uma vez, fornecendo informações específicas de cada escola. Além disso, a pesquisa está aberta para professores que estão em exercício e também para aqueles que lecionaram ao longo de 2024.

Para garantir que os dados coletados sejam precisos, o MEC pede que os professores informem o número de turmas que possuem e a escola onde passam mais tempo. A participação de professores de diferentes níveis de ensino, como ensino fundamental, médio e educação profissional e tecnológica, já está sendo registrada. Isso ajuda a ter uma visão mais ampla e detalhada do ensino da matemática no Brasil.

O Desafio do Ensino da Matemática no Brasil

A criação da Escuta Nacional tem relação direta com os desafios enfrentados pelo país no ensino da matemática. Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022 mostram que o Brasil ocupa a 65ª posição entre os 81 países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Esse resultado revela grandes dificuldades na aprendizagem matemática dos estudantes brasileiros.

Outro estudo importante, o Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (TIMSS) de 2023, mostrou que 51% dos alunos do 4º ano do ensino fundamental no Brasil não atingem o nível básico de compreensão matemática. Isso significa que muitas crianças têm dificuldades até mesmo com operações simples, como:

  • Somar e subtrair números inteiros com até três algarismos;
  • Multiplicar e dividir números inteiros de um algarismo;
  • Resolver problemas que envolvem essas operações básicas.

Além disso, os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2021 também mostram um cenário preocupante. Apenas 37% dos alunos do 5º ano do ensino fundamental atingiram o nível esperado em matemática. No 9º ano, esse número cai para 15%, e no ensino médio, apenas 5% dos alunos conseguem alcançar o nível adequado. Isso significa que a maioria dos estudantes termina a educação básica sem um conhecimento sólido de matemática, o que pode prejudicar seu futuro acadêmico e profissional.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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