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Granada biodegradável promete ser uma aposta para reduzir poluição

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A Condor, uma empresa líder na fabricação de armamentos não letais, apresenta novos equipamentos de gás lacrimogêneo feitos com materiais que se transformam em pó e se decompõem ao explodir.

A Condor, uma das principais fabricantes de armamentos não letais do país, criou granadas de gás lacrimogêneo e gás pimenta utilizando materiais biodegradáveis, como uma medida para diminuir a emissão de poluentes.

As granadas de efeito moral, conhecidas assim, são normalmente feitas de borracha, um material que pode levar séculos para se decompor. Com essa nova abordagem, também reduz-se o risco de que pedaços da granada causem ferimentos às pessoas no local em que o artefato é lançado.

Essa novidade, chamada de “Ecobody”, foi apresentada pela empresa em seu estande na feira LAAD, em São Paulo, um evento que traz inovações em equipamentos militares e de segurança pública.

Além disso, a Condor desenvolveu um novo tipo de detonador para suas granadas não letais, com um temporizador que pode ser ajustado para fazer a explosão ocorrer de forma mais rápida ou mais lenta após o lançamento, com intervalo entre 3 e 10 segundos.

Outra medida adotada para reduzir a emissão de poluentes é o aumento dos treinamentos digitais. A empresa criou um programa de formação em ambiente de realidade virtual para preparar os agentes a disparar tiros com balas de borracha. Isso resulta em um menor consumo de projéteis.

O software simula situações de protesto e projeta as imagens em óculos de realidade virtual. Armas de plástico, com peso similar às reais, foram conectadas a joysticks para proporcionar uma experiência mais realista.

O sistema instrui que os disparos sejam sempre direcionados para as pernas, abaixo da linha da cintura. Se essa regra for violada, uma mensagem de advertência é exibida e a simulação é interrompida.

Na feira, também foi destacado um drone capaz de lançar bombas de gás. Ele pode voar a até 70 metros de altura para captar imagens e lançar os artefatos. Equipado com um software embutido que calcula o vento e orienta o usuário sobre como fazer o lançamento, esse drone permite planejar ações específicas, como criar uma linha de segurança ou um perímetro restrito.

Sobre o autor Monique Caroline

Trabalha com produção de TV desde 2017 e jornalismo comunitário desde 2018, quando se formou em Práticas Jornalísticas nas Periferias. Pós-graduada em Experiências Digitais e coordenadora de conteúdo do Super Finanças

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