Nesta quinta-feira, 10 de abril, uma série de indicadores econômicos importantes movimenta os mercados no Brasil, nos Estados Unidos e no México. Os dados divulgados no calendário ao longo do dia ajudam investidores, analistas e formuladores de políticas a entender melhor o momento atual das economias e a projetar os próximos passos.
Pela manhã, o destaque no Brasil ficou com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de fevereiro, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor de serviços é o mais representativo da economia brasileira, respondendo por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB).

Além disso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também trouxe atualizações importantes para o setor agrícola com o 7º Levantamento da safra de grãos 2024/2025, trazendo perspectivas sobre a produção e os desafios enfrentados no campo.
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No calendário dos Estados Unidos, dois dados foram particularmente acompanhados pelos mercados às 9h30 (horário de Brasília): o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março e os Pedidos de Auxílio-Desemprego da última semana. Ambos são considerados termômetros relevantes sobre a saúde da economia americana e sinalizam possíveis rumos da política monetária adotada pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.
Já no período da tarde, o calendário do Brasil teve nova movimentação com a divulgação, às 15h, do Resultado Fiscal Mensal de março, documento que aponta a arrecadação, os gastos do governo federal e o saldo das contas públicas. No calendário do México, ao meio-dia, o Banco Central do país, o Banxico, divulgou a ata da última decisão de política monetária, trazendo detalhes sobre o raciocínio dos dirigentes em relação à taxa de juros e o combate à inflação.
Vamos aos detalhes de cada divulgação no calendário:
Pesquisa Mensal de Serviços: termômetro do consumo e da recuperação
A PMS do IBGE mostrou como o setor de serviços se comportou em fevereiro, refletindo o ritmo da atividade econômica e a disposição do consumidor brasileiro. A análise desses dados ajuda a entender se o país está ganhando tração após um início de ano marcado por incertezas, especialmente com relação aos juros e ao crédito. Os serviços prestados às famílias, por exemplo, são um bom indicativo de retomada do consumo.
Com o setor ainda reagindo a uma combinação de inflação mais controlada e política monetária cautelosa, os números de fevereiro podem embasar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) nas próximas reuniões sobre a taxa básica de juros (Selic).
Conab: projeções e desafios no campo
O 7º levantamento da Conab sobre a safra de grãos 2024/2025 trouxe uma nova perspectiva sobre o cenário agrícola brasileiro. Embora o Brasil mantenha sua posição como líder global na produção de soja, milho e outras commodities, o setor enfrenta desafios climáticos, custos de produção e logística.
Esse tipo de relatório é crucial para definir estratégias de exportação, prever o comportamento dos preços no mercado interno e externo, além de impactar diretamente na balança comercial do país. Com o dólar em oscilação e a demanda global em transformação, o campo permanece como um dos principais pilares da economia.
Inflação nos EUA: expectativa por corte de juros
Do outro lado do hemisfério, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA veio no radar dos investidores. O dado de março revelou se a inflação americana está realmente desacelerando, o que alimentaria apostas em cortes na taxa de juros por parte do Federal Reserve ainda em 2025. Caso contrário, o Fed pode manter a postura rígida e adiar o afrouxamento monetário, o que impacta mercados globais — inclusive o Brasil, por conta da fuga ou atração de capitais estrangeiros.
Pedidos de auxílio-desemprego: estabilidade no mercado de trabalho?
Ainda nos EUA, o número semanal de pedidos de seguro-desemprego mostrou se há aquecimento ou desaquecimento no mercado de trabalho. Um número mais alto do que o esperado pode indicar uma economia perdendo fôlego, enquanto um número mais baixo fortalece o cenário de estabilidade. Esse dado também tem implicações na política de juros americana.
Resultado Fiscal no Brasil: atenção ao equilíbrio das contas
No fim da tarde, o Tesouro Nacional revelou o Resultado Fiscal Mensal de março. Esse indicador é importante para medir o compromisso do governo com o controle das contas públicas. Com a meta fiscal ainda sendo amplamente discutida, especialmente após as sinalizações do governo federal sobre mudanças na âncora fiscal, o mercado observa com atenção o desempenho das receitas e despesas da União.
Um resultado melhor do que o esperado pode trazer alívio e até contribuir para a queda dos juros futuros. Já um desempenho fraco tende a aumentar a pressão sobre o governo e reduzir a confiança dos investidores.
Banxico: pistas sobre o futuro dos juros no México
Por fim, a ata da reunião de política monetária do Banxico ajuda a compreender como os dirigentes do banco central mexicano enxergam a inflação local e os próximos passos sobre os juros. Isso também é relevante para investidores internacionais que comparam o retorno dos ativos em diferentes países da América Latina.
A quinta-feira será marcada por dados relevantes que ajudam a traçar o retrato atual da economia global. Do desempenho dos serviços no Brasil à inflação dos EUA e decisões monetárias no México, os indicadores econômicos seguem sendo o principal guia para quem acompanha o mercado, planeja investimentos ou toma decisões estratégicas para o futuro.


