Não, o Brasil não está saindo na frente na maratona de modernização da saúde. Países como Estados Unidos, China e Japão deram a largada e já fazem uso da Inteligência Artificial (IA) na promoção da saúde, com investimentos de milhões de dólares, yuans e ienes. O que isso significa? Que a tecnologia está sendo aliada nos tratamentos e na reabilitação do indivíduo e da coletividade. E isso é bom?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já se manifestou dizendo que a IA pode melhorar a velocidade e a precisão do diagnóstico e da triagem de doenças, ajudar no atendimento clínico, além de fomentar pesquisas e o desenvolvimento de medicamentos. Também são esperados avanços na vigilância de doenças e na implementação de softwares. Mas sempre pisando em ovos — cautela é o termo da vez.
No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou que já iniciou os estudos para a instalação do nosso primeiro Hospital Inteligente, lançando mão de tecnologias avançadas. Mas tudo ainda está muito indefinido. O que se sabe até agora é que a novidade fará parte do Complexo do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
Uma fonte do ministério me disse que foi criada uma comissão formada por técnicos, que irá criar o formato de gestão, determinar quais especialidades serão oferecidas à população e os custos da empreitada. O projeto ainda está muito verde e não tem data para sair do papel.
E qual seria o tamanho do investimento? Isso também ainda é uma incógnita. No começo deste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025, que prevê as receitas e fixa as despesas da União para o exercício. Estão previstos R$ 245,1 bilhões para a saúde pública, o chamado dinheiro carimbado.
Talvez por isso, o ministro Alexandre Padilha já se antecipou e apresentou o projeto ao Banco dos BRICS — grupo que reúne países com economias emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Não esquecendo que o presidente do banco é a ex-presidenta Dilma Rousseff, reeleita para o cargo por unanimidade, o que significa que o Brasil está com a faca e o queijo na mão pelo menos até julho deste ano, quando o mandato chega ao fim.
Até lá, vamos torcer para que o Hospital Inteligente venha fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para uma melhor oferta no atendimento ao cidadão, dando rapidez e assertividade à rede.


