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Confira o calendário econômico de hoje, 29 de abril

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O calendário desta terça-feira, 29 de abril, o mercado financeiro amanheceu atento a uma série de indicadores econômicos divulgados em diferentes partes do mundo.

Do Brasil aos Estados Unidos, passando pela Zona do Euro, Japão e China, os dados trazem pistas importantes sobre a saúde da economia global — e, claro, sobre o que pode impactar diretamente o seu bolso, desde a inflação até a cotação do dólar.

Acompanhar os indicadores econômicos é uma forma de entender melhor o que pode mudar nos preços, nas taxas de juros e até nas oportunidades de trabalho e investimento | Foto: Reprodução/Canva 

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Acompanhar os indicadores econômicos é uma forma de entender melhor o que pode mudar nos preços, nas taxas de juros e até nas oportunidades de trabalho e investimento | Foto: Reprodução/Canva

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Calendário do Brasil

Por aqui, o destaque é a divulgação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), às 8h, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador é amplamente usado para reajustar contratos de aluguel e reflete a variação de preços desde a produção até o consumo final.

Em março, o índice teve alta de 0,50%, acumulando uma inflação de 0,76% no ano. Agora, o mercado espera um número um pouco menor, indicando desaceleração nos preços ao produtor.

Se a expectativa se confirmar, isso pode aliviar um pouco o bolso de quem paga aluguel, já que a correção anual do contrato tende a ser mais baixa.

Exemplo prático: um aluguel de R$ 2.000 corrigido pelo IGP-M de 3% teria um aumento de R$ 60, indo para R$ 2.060. Mas se o índice recuar ou se manter estável, esse impacto pode ser ainda menor.

Calendário dos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, às 11h, sai o JOLTS (Job Openings and Labor Turnover Survey), que mede o número de vagas de emprego em aberto no país. É um termômetro do mercado de trabalho americano e, por tabela, da força da economia dos EUA.

Um número alto de vagas costuma indicar aquecimento econômico — o que pode levar o banco central americano (o Fed) a manter os juros altos por mais tempo para controlar a inflação. E, como o mundo está interligado, isso afeta o Brasil: juros altos lá fora podem atrair investidores internacionais e pressionar o dólar por aqui.

Para o investidor brasileiro, esse dado pode impactar o câmbio e o desempenho da Bolsa de Valores. Dólar em alta pode significar aumento nos preços de produtos importados, como eletrônicos, e encarecimento de viagens ao exterior.

Calendário da Zona do Euro

Logo cedo, às 6h (horário de Brasília), a Comissão Europeia divulgou o Índice de Sentimento Econômico (Economic Sentiment Indicator – ESI), que mede a confiança dos consumidores e empresas na economia da Zona do Euro.

Se o índice vier abaixo do esperado, pode indicar desaceleração no consumo e na atividade econômica no bloco europeu — o que preocupa, especialmente diante dos desafios recentes enfrentados pela região, como inflação e instabilidade geopolítica.

Para o Brasil, isso importa porque a União Europeia é um dos nossos principais parceiros comerciais. Menor crescimento por lá pode reduzir as exportações brasileiras, especialmente de produtos como soja, carne e minério de ferro.

Calendário do Japão

Às 20h50, o Japão divulgará sua produção industrial, número que revela o desempenho das fábricas e indústrias do país no último mês.

Esse dado é importante para entender a demanda global por bens e produtos, já que o Japão é um dos maiores exportadores do mundo. Quedas na produção indicam desaquecimento, o que pode afetar cadeias produtivas em várias partes do planeta.

Calendário da China

Fechando o dia, às 22h45, a China publica o PMI Industrial Caixin, um dos indicadores mais acompanhados pelo mercado. O índice mostra se a atividade industrial está em expansão (acima de 50 pontos) ou retração (abaixo de 50).

Como a China é a “fábrica do mundo”, qualquer sinal de desaceleração por lá pode derrubar os preços de commodities — como minério de ferro e petróleo — e impactar fortemente países exportadores como o Brasil.

Se o PMI vier fraco, é provável que as ações de empresas ligadas a commodities, como Vale e Petrobras, sejam afetadas. Já um número forte tende a animar os mercados.

O que isso tudo tem a ver com você?

Parece que esses dados são apenas para analistas ou investidores, mas na verdade eles influenciam o dia a dia de todos nós. Os preços no mercado, os juros do cartão de crédito, a inflação do supermercado e até o valor da nossa moeda estão conectados a esses números.

Resumo do impacto para o consumidor:

  • IGP-M baixo pode aliviar o reajuste do aluguel.
  • JOLTS forte pode pressionar o dólar e afetar importados.
  • Sentimento fraco na Europa pode afetar exportações brasileiras.
  • Produção no Japão e PMI da China indicam ritmo da economia global.

Acompanhar os indicadores econômicos é uma forma de entender melhor o que pode mudar nos preços, nas taxas de juros e até nas oportunidades de trabalho e investimento. Mesmo que você não invista na Bolsa, essas informações ajudam a planejar melhor o orçamento — e a entender o que vem por aí na economia.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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