A Meta, empresa de Mark Zuckerberg, lançou na terça-feira, 29 de abril, um novo aplicativo exclusivo de inteligência artificial. Com isso, ela passa a disputar diretamente com o ChatGPT, da OpenAI, um dos líderes atuais do setor. O lançamento é mais um passo na corrida das grandes empresas de tecnologia para dominar o mercado de IA.
O novo app, chamado de Meta AI, é um assistente inteligente que já podia ser usado dentro do WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger desde 2023. Agora, ele ganha uma plataforma própria, com mais recursos e uma interface dedicada. A ideia é facilitar o uso e atrair ainda mais pessoas.

Entre as novidades, estão a geração e edição de imagens por meio da IA, um modo de voz que permite conversar com o assistente mesmo enquanto se usa outros aplicativos, e um feed chamado “descoberta”. Nesse espaço, os usuários conseguem ver como outras pessoas estão usando a ferramenta, o que pode ajudar a descobrir funções e inspirações.
O aplicativo usa o modelo de linguagem Llama 4, lançado pela própria Meta no começo de abril. Segundo a empresa, esse modelo é mais barato e eficiente do que os concorrentes, como o GPT-4 da OpenAI, o Gemini, do Google, e o DeepSeek. O Llama 4 foi treinado com a ajuda do enorme volume de dados gerado diariamente pelos usuários das redes sociais da Meta.
App promete experiência mais personalizada
Um dos grandes atrativos do novo Meta AI é a possibilidade de personalização. Quem conecta suas contas do Facebook e Instagram ao aplicativo pode ter respostas mais alinhadas com seus gostos e interesses. Isso porque a inteligência artificial pode levar em conta o que a pessoa curte, compartilha ou comenta nas redes da Meta.
Outro diferencial é a integração com os óculos inteligentes Ray-Ban Meta. Por meio deles, os usuários podem iniciar uma conversa com o assistente e continuar pelo aplicativo do celular. Esse recurso promete facilitar a vida de quem quer uma experiência mais fluida entre o mundo real e o digital.
O modo de voz do aplicativo também chama atenção. Ele funciona de maneira contínua, permitindo que o usuário fale com a IA mesmo enquanto realiza outras tarefas no celular. No entanto, por enquanto, esse modo não tem acesso à internet em tempo real, o que pode limitar algumas respostas.
Apesar de ter demorado mais do que outras empresas para lançar um aplicativo próprio de IA, a Meta já vem usando o Meta AI desde o ano passado. Isso permitiu que a empresa testasse e ajustasse o assistente antes de colocá-lo no mercado como um app independente.
De acordo com a própria Meta, o assistente já havia alcançado cerca de 600 milhões de usuários mensais em dezembro de 2024. Esse número mostra o potencial da empresa no setor, mesmo chegando depois de outras gigantes.
Disputa bilionária no mundo da IA
Mesmo com um bom começo, a Meta ainda tem pela frente concorrentes de peso. A OpenAI, criadora do ChatGPT, segue como uma das principais líderes da inteligência artificial. Em fevereiro, a empresa informou que o ChatGPT tinha 400 milhões de usuários ativos por semana.
Além disso, a OpenAI recebeu em março um investimento de 40 bilhões de dólares, o que elevou o valor da empresa para 300 bilhões de dólares. Foi a maior rodada de financiamento já registrada por uma empresa de tecnologia privada.
Outro nome forte na disputa é o Grok, da xAI, empresa de Elon Musk. Com apoio financeiro do bilionário e uma estrutura de supercomputadores em Memphis, nos Estados Unidos, o Grok aposta em treinar seus modelos com mais velocidade e qualidade.
Com o lançamento do novo aplicativo, a Meta entra de vez na briga. A empresa quer usar sua base de bilhões de usuários e sua experiência com redes sociais para fazer do Meta AI um dos principais assistentes inteligentes do mundo.
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