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Governo aumenta para 2,4% estimativa do PIB para 2025

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O governo federal, através da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou, nesta segunda-feira, 19 de maio, a projeção de crescimento da economia brasileira em 2025. Segundo o novo Boletim Macrofiscal, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,3% para 2,4%. A elevação foi impulsionada principalmente pela performance do setor agropecuário e pela previsão de crescimento de 1,6% no primeiro trimestre do ano — acima da estimativa anterior, de 1,5%.

Revisão do PIB pelo governo e impacto econômico em 2025
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para reajustar salários e benefícios previdenciários, foi revisto de 4,8% para 4,9% neste ano  |Foto: Reprodução/Wikimedia

A pasta, no entanto, prevê desaceleração do ritmo econômico no segundo semestre. A estimativa de crescimento para 2026 foi mantida em 2,5%.

Além do PIB, o boletim também atualizou os principais índices de preços do país. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como parâmetro oficial do governo, subiu de 4,9% para 5%. O valor está acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%, considerando a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (com limite inferior de 1,5% e superior de 4,5%).

Segundo o documento, o aumento na previsão inflacionária se deve a “pequenas surpresas nas variações do índice em março” e a “alterações marginais nas expectativas para os próximos meses”. A redução dos preços, segundo a SPE, só deve ocorrer de forma mais consistente a partir de setembro.

Agropecuária lidera crescimento entre os setores

A revisão positiva do PIB está diretamente ligada ao desempenho do setor agropecuário. A estimativa de crescimento do segmento passou de 6% para 6,3%, impulsionada pelas projeções de safra mais robustas de soja, milho e arroz. A SPE destaca que o desempenho do campo continua sendo um dos principais motores da economia em 2025.

No setor industrial, a projeção de crescimento foi mantida em 2,2%. Apesar do cenário de juros elevados, o segmento continua apresentando resiliência. Para o setor de serviços, houve uma leve alta na estimativa: de 1,9% para 2%, refletindo melhora no consumo interno e expansão moderada de atividades ligadas ao comércio e à prestação de serviços.

Revisão nos índices de inflação

Além do IPCA, outros indicadores de inflação também passaram por ajustes. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para reajustar salários e benefícios previdenciários, foi revisto de 4,8% para 4,9% neste ano. Embora seja um aumento discreto, ele tem impacto direto sobre o cálculo do salário mínimo e aposentadorias.

Já o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui preços no atacado, na construção civil e no varejo, foi reduzido. A projeção caiu de 5,8% para 5,6%. Como o índice é mais sensível às variações cambiais, a valorização do real frente ao dólar contribuiu para essa correção.

Impacto nas contas públicas

Os dados do Boletim Macrofiscal servem de base para o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado no próximo dia 22 de maio. Esse relatório bimestral orienta a execução do orçamento federal, levando em conta o desempenho da arrecadação e os limites de gastos definidos pelo novo arcabouço fiscal.

Com base nessas projeções, o governo decide se será necessário bloquear parte dos gastos não obrigatórios para cumprir a meta de déficit primário e manter os limites de despesa previstos para o ano.

O cenário econômico revisado pela SPE aponta para uma leve melhora no crescimento do PIB, embora a inflação ainda desafie as metas estabelecidas. A agropecuária continua a ser destaque positivo, enquanto os demais setores mantêm estabilidade ou registram avanços modestos. A partir do segundo semestre, espera-se uma desaceleração da atividade econômica e, gradualmente, uma queda mais perceptível nos índices de inflação.

Leia também: Eleições em Portugal: o que muda na economia?

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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