Maricá tem se posicionado como um player de desenvolvimento proeminente dentro do estado do Rio de Janeiro — e para o Brasil — e não é por acaso. A cidade vem sendo impulsionada por investimentos estratégicos e uma visão focada em políticas públicas alinhadas com agendas globais.
Nesta semana, viu seu perfil se elevar no cenário internacional ao sediar a 1ª Assembleia da Associação de Cidades e Municípios do BRICS+ (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e países parceiros). O evento, que recebeu delegações de 26 países emergentes, teve como objetivo fortalecer o papel estratégico dos governos locais na governança global e promover o intercâmbio técnico, político e institucional entre cidades do bloco e parceiros internacionais.

Durante o evento, as delegações estrangeiras tiveram a oportunidade de imergir nas políticas públicas de sucesso de Maricá. As visitas à Fazenda Pública Joaquín Piñero, à Casa Darcy Ribeiro e à exposição “Casa das Utopias” (com projetos de Oscar Niemeyer) ofereceram um panorama da riqueza cultural e do planejamento urbano da cidade.
Destaca-se, de forma particular, a visita ao Banco Mumbuca, que proporcionou um entendimento aprofundado do modelo de economia solidária e da moeda social local. A participação de Maricá no G20 Social (evento paralelo à reunião do G20 — grupo das 20 maiores economias do mundo), em novembro passado, já sinalizava o protagonismo global que a cidade vem buscando e consolidando.
O engajamento de Maricá no cenário internacional transcende a mera participação em eventos. Seus investimentos em tecnologia para o desenvolvimento social, no fomento à agricultura familiar e na economia solidária — como forma de combater a fome e promover a segurança alimentar — são exemplos claros desse comprometimento.
Cidades como protagonistas da transformação global
O exemplo de Maricá, ao demonstrar a viabilidade de um governo local se alinhar à Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas), nos convida a uma reflexão mais profunda sobre o papel e as responsabilidades das cidades no cenário global de desenvolvimento sustentável.
Não se trata apenas de replicar modelos de sucesso, mas de compreender os pilares sobre os quais tais modelos são construídos — e como podem ser adaptados e contextualizados para a realidade de cada município.
Nesse sentido, o “caso Maricá” está longe de ser apenas um ponto de chegada. É, na verdade, um catalisador para uma visão sistêmica. Ele reforça que tratar de políticas públicas regionais, em sua essência, é um convite à transformação de impacto global, colocando as cidades como protagonistas ativos na construção de um futuro mais equitativo, próspero e resiliente.
O desafio reside em como cada município, com suas particularidades, abraçará essa responsabilidade — traduzindo os ideais globais em ações na ponta. É preciso desenhar o macro, sem esquecer de falar com a dona Maria, meu senhor.
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